Lulinha continua pressionado pelos fatos
As investigações em andamento da PF se aproximam de alguém que seria o amigo de Roberta Luchsinger
A Polícia Federal avança em suas investigações para tentar identificar quem é “o amigo” de Roberta Luchsinger – lobista que trabalha em Brasília para o Careca do INSS (Antonio Camilo Antunes) – e que poderia abrir as portas de várias pastas do governo federal para eventuais contratos com empresas diversas, representadas por eles. A suspeita continua sendo a mesma de sempre: o amigo seria Fábio da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Não há ainda uma conclusão, mas os detalhes apontam para esta possibilidade, embora Lulinha tenha insistido que não tem nada a ver com essas ações. O material em investigação ainda não se esgotou e novas notícias devem ser manchete esta semana no Estadão, que está dando toda a cobertura ao caso.
Um dos negócios envolve medicamentos à base de canábis e o próprio Lulinha já assumiu ter ido a Portugal conhecer projetos do gênero, tudo pago pelo Careca do INSS. É muita coincidência e isso perturba os petistas.
Se Lulinha assume que é amigo de Roberta Luchsinger; se o Careca pagou a viagem de Lulinha para Portugal a fim de conhecer projetos com uso de canábis; se uma das intenções do lobby de Roberta em Brasília era abrir as portas para contratos no Ministério da Saúde com produtos à base de canábis, o que pensar?
É evidente que insinuar apenas não basta. As informações precisam fechar uma lógica inquestionável e com provas. O caminho pode ser esse, mesmo não havendo aparentemente a digital de Lulinha. Uma delação e pronto. A notícia tem força pelo seu potencial de prejudicar Lula na campanha presidencial e facilitar a vida de Flávio Bolsonaro, cujo nome tem crescido nas intenções de votos nas última pesquisas, conforme revelou o Instituto BTG/Nexus.





