Lulinha e Roberta seguem na mira da PF
O mais curioso nessa trama toda é a disputa de poder no próprio STF e na PF sobre a continuidade ou não das investigações
As investigações jornalísticas do Estadão sobre Lulinha, filho do presidente Lula, Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e o Careca do INSS, amigo de Roberta, avançam. A mulher era bem atuante em Brasília e nos gabinetes de governo.
Como lobista, ela soube como ninguém atrair amigos e envolver pessoas. Lulinha estava sempre muito próximo dela. Detalhes: aqui! e em matérias correlatas do jornal e hoje (3).
O mais curioso nesse episódio é a disputa de poder no próprio STF e na PF sobre a continuidade ou não das investigações a respeito. Há o grupo do “deixa isso quieto” e a turma de André Mendonça, que pediu celeridade no processo.
Por ironia das circunstâncias, o foco de interesse dessa gente eram produtos medicinais à base de canábis, envolvendo algumas empresas do ramo. Por isso, atuavam fortemente junto ao Ministério da Saúde.
Mas passaram praticamente por todos os ministérios e, com um detalhe, sempre fora da agenda oficial dos ministros. Esse detalhe é importante, porque revela certa obscuridade das reuniões.
Claro que Roberta diz que não sabe de nada, não viu nada de irregular, porque tudo o que fez estava dentro das regras legais da sua atividade de lobista.
Lulinha também tem certeza de que nunca pensou sequer em agir fora da lei, ajudando pessoas com a influência do seu nome. Mas a PF continua nas investigações.
Por que insistir nesse assunto? Bem, vivemos um período eleitoral e a PF suspeita que Lulinha seja sócio oculto do Careca do INSS, um dos envolvidos nos esquemas em questão. Lulão é pré-candidato à reeleição. Noves fora…
Sendo assim, suspeita-se que o filho do presidente tinha interesse em facilitar contratos dessas empresas com o governo para facilitar a comercialização de medicamentos à base de canábis e ganhar algum dinheiro com isso. Ou não.





