Lula começa a se movimentar na tentativa de blindar seu filho Lulinha das investigações em andamento pela PF e dos vazamentos de informações sobre ele para a imprensa.
O objetivo é conter a sangria eleitoral que pode ser causada por Lulinha, suspeito de vários crimes, tais como tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Ao mesmo tempo em que Lula diz em público que seu filho precisa ser investigado e punido, caso seja provado algo contra ele, nos bastidores é bem mais realista e objetivo, acionando autoridades que possam colocar um basta nessas investigações e nos vazamentos.
Lula pressente o desenrolar do enredo caso nada seja feito para controlar os agentes da PF. Seu receio é que algo mais sério venha a público e seu filho seja de fato motivo de processo criminal.
Como a eleição está equilibrada, há o risco de notícias ruins e enfáticas levarem à perda de votos em segmentos sociais sensíveis e definidores da disputa, abrindo vantagens para Flávio Bolsonaro. O que seria um golpe em seu projeto de reeleição.
O risco de perder o controle da situação, por parte de Lula, é uma questão sensível também às lideranças do STF, como Gilmar Mendes. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Flávio Dino, que apostam na reeleição do atual presidente para que eles fiquem um pouco mais protegidos.
O receio geral dos ministros do STF é com o Congresso Nacional, especialmente o Senado, que tende a ter maioria parlamentar conservadora a partir de 2027, com fortes interesses de colocar um basta na conduta desregrada dos togados. O risco de abertura de processos de impeachment contra eles aumentaria muito.
Sendo assim, a ação para tentar controlar os agentes da PF se dá em várias frentes. Lula já acionou seu ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para tal. Os homens de capa preta estão sempre em alerta para se impor no momento em que acharem mais oportuno.




