Desde quando o site Viletim começou a publicar artigos assinados com críticas ao governo federal, ao governo Lula, especificamente, recebe sugestões de alguns de seus leitores para esboçar também suas críticas a Jair Bolsonaro.
A resposta é simples. Jair Bolsonaro está fora do ringue. Quem está na mira da crítica é o presidente da República, no caso, Lula. Não faz mais sentido, como se diz na linguagem popular da imprensa, voltar ao tempo para bater em cachorro morto.
“Ah, mas tem seu filho, Flávio Bolsonaro, no ringue. Ele não merece críticas?”, poderia alguém ponderar. A resposta também é simples. Se mudarmos de tema, faz sentido apontamentos sobre a conduta de Flávio, assim como sobre a conduta de Lula, que também é candidato.
E qual é a diferença entre um e outro? Lula tem a máquina do poder em suas mãos. Então, ele corre com vantagem em relação aos demais. Mesmo assim, o que vemos é ele perder pontos para Flávio a cada dia na disputa, segundo os institutos de pesquisa. Lula é material cansado e difícil de reciclar.
Não há dúvida de que Flávio é criticável, inclusive porque é um político sem posição segura sobre o que o presidente Lula representa. Fica naquela de que é a sombra de Jair Bolsonaro, só que de terninho de marca, além de saber saltitar mais do que seu antagonista, porque é jovem.
Não se percebe ainda a envergadura moral de Flávio, muito menos ele apresenta uma visão mais avançada de política do que a de Lula. O candidato da oposição prefere ficar no silêncio. Parece que tem medo de abrir a boca para não falar besteira. Seria uma Magda, de Sai de Baixo, com sinais trocados.
Jair Bolsonaro
Se olharmos em retrospecto, Jair Bolsonaro fez muitas idiotices. O mais grave dessa turma Bolsonaro é querer ser de direita sem saber o que isso significa e viver expondo ideias idiotas como se fosse de algum movimento conservador. É uma família estranha, que se beneficiou a vida inteira da política nacional, no pior sentido do termo, agora quer colocar ordem no país. Com que moral?
Nem cabe aqui ficar elencando fatos pontuais, mas podemos citar, para satisfação dos observadores, a oposição de Jair à vacina contra a Covid 19. Idiotice. A crítica à urna eletrônica, mesmo depois que peritos provaram a eficácia no instrumento. Idiotice. Seu exercício, mais do que aloprado para impedir a posse de Lula. Idiotice. Mas considero mais idiotice ainda o que ele fez com Sérgio Moro, de convidá-lo para o governo e, logo em seguida, desconvidá-lo, porque ele deixou a PF livre para agir, inclusive, contra a galera das rachadinhas, nas quais seus filhos estavam envolvidos. Quero dizer, os filhos de Bolsonaro.
Fala-se que o ex-presidente tentou um golpe de estado. Bolsonaro foi mais punido em relação ao que pensou em fazer do que ao que fez. O que ele conseguiu fazer? Foi juntar um bando de doidos em Brasília para destruírem patrimônio público. Isso é golpe de Estado? Claro que não.
É passível de punição? Claro que sim. Condená-lo a 27 anos de prisão é muito? Claro que é muito. Impedi-lo de ser candidato novamente e isolá-lo da vida pública estaria de bom tamanho.
Observação mais do que óbvia é que não se dá golpe de estado sem armas pesadas e planejamento estratégico rigoroso. Sem apoio das forças armas, etc. Nada disso houve. Então, a punição exemplar, segundo alguns, deu apenas gás para um herdeiro da família sair candidato e apavorar Lula, o que é mais do que natural.
Em síntese, eu acho apenas que Jair Bolsonaro é um aloprado, que defende sua família a todo custo, mesmo diante de irregularidades graves e puníveis, e tem um comportamento vulgar. Fala bobagem sem fim e revela um universo político de extremista ensandecidos em plena decadência. Recebeu sim uma punição raivosa do STF.
E por falar em STF
Por outro lado, eu observo que o STF também exagerou em sua postura diante dos crimes cometidos por Bolsonaro. Alexandre de Moraes, por exemplo, demonstrou extremo rigor, se apoiando em teses duvidosas, como quem queria esconder o que se passava nos bastidos do escritório da sua esposa, Viviane Barci, que havia assinado um contrato com o Banco Master, de Vorcaro, no valor de R$129 milhões. Qual crime é maior?
Claro que os petistas vibraram com a festa que assistiram. Mas como um observador crítico, fiquei triste, porque eu via exageros de todos os lados. O que fazer diante de tanta gente idiota? Aceita que dói menos, diz o ditado. O que era para ser um exemplo de civilidade por parte do STF, punindo com correção o ex-presidente, tornou-se uma disputa de agrupamentos para saber quem era mais perigoso.
Agora estamos aqui, novamente, diante de nomes fracos para a presidência da República. Flávio é fraquíssimo. Zema, considero muito bairrista. O mesmo penso de Caiado. Caso eles consigam romper o casulo em que estão presos, torço para que cresçam e apareçam, quebrando assim a polaridade entre candidatos que considero desprezíveis.



