A engenheira agrônoma Mariangela Hungria receberá, no próximo dia 8 de outubro, a Medalha Luiz de Queiroz. A láurea será entregue durante cerimônia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em ato que integra a 69ª Semana Luiz de Queiroz.
A Medalha Luiz de Queiroz destina-se a laurear as personalidades brasileiras e estrangeiras, por seus méritos pessoais e relevantes serviços prestados ao Estado, em atividades relacionadas com o desenvolvimento da agricultura. É concedida pela Esalq, mediante indicação do conselho de Medalha, com manifestação favorável do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.
Mariangela Hungria é egressa da Esalq, onde formou-se engenheira agrônoma em 1979 e concluiu seu mestrado em Solos e Nutrição de Plantas em 1981. Reconhecida como pesquisadora de excelência na comunidade científica, a agrônoma recebeu, em 2025, o World Food Prize. Pela relevância, tal premiação é considerada como prêmio Nobel de Agricultura.
A cerimônia será de outorga da Medalha Luiz de Queiroz será realizada no Salão Nobre da Esalq, tem entrada gratuita e também será transmitida pelo youtube da Esalq (https://www.youtube.com/@esalq.oficial/streams).
Trajetória
Mariangela Hungria é Engenheira agrônoma formada pela ESALQ-USP em 1979, tem Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (ESALQ-USP) (1981); Doutorado em Agronomia (Ciência do Solo) (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ) (1985); Pós-Doutorados na Cornell University (NY, USA) (1989), University of California (Davis, USA) (1991), Universidad de Sevilla (Sevilha, Espanha) (1998). Pesquisadora da Embrapa Agrobiologia (1982-1991) e Embrapa Soja (desde 1991).
É professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), nos cursos de pós-graduação em Microbiologia e Biotecnologia. Tem experiência em Agronomia, com ênfase em Biotecnologia do Solo. Tem mais de 500 artigos científicos, livros e capítulos de livros; de 80 publicações técnicas e de 600 resumos apresentados em congressos/reuniões/workshops.
Lançou 25 tecnologias, incluindo estirpes de rizóbios para a cultura do feijoeiro, Azospirillum para milho, trigo, braquiárias, coinoculação de rizóbios e Azospirillum para soja e feijoeiro. Lidera o INCT MicroAgro e participa de redes e projetos internacionais.
Pesquisadora 1A do CNPq, integra academias científicas no Brasil e no exterior e recebeu dezenas de prêmios, incluindo o World Food Prize (2025). Compõe várias listas de cientistas mais influentes do mundo (Stanford, Research.com, AD), Listas Forbes, Time100 Climate (2025), Time100 Pessoas mais influentes do mundo (2026).
Medalha – Projetada pelo artista plástico Archimedes Dutra, a Medalha Luiz de Queiroz é circular em ouro, com três centímetros e meio de diâmetro, onde estão estampados símbolos representativos da docência, pesquisa, extensão e os múltiplos campos do conhecimento desenvolvidos pela Esalq, suspensa por fita emblemática com as cores verde, amarela, branca e castanha avermelhada. Foi instituída pelo Decreto Estadual n.º 11.035 de 29 de dezembro de 1977, pelo governo de Paulo Egydio Martins.




