Maternidade na adolescência vem diminuindo
O número de mães com menos de 20 anos diminuiu 60%, entre 1998 e 2024, no Estado de São Paulo
Imagem ChatGPT
A gravidez na adolescência é uma questão importante de saúde pública. No Estado de São Paulo, o número de jovens menores de 20 anos que se tornam mães vem diminuindo desde 1998. A Fundação Seade divulgou recentemente dados sobre o tema, e pode-se observar que o número de mães com menos de 20 anos diminuiu 60%, entre 1998 e 2024, no Estado de São Paulo.
Em 2024, os nascimentos dessas jovens mães correspondiam a 7,9% (37,2 mil) do total de 471,2 mil. Em 1980, a proporção era de 13,3%. De lá para cá, o total de nascimentos apresentou períodos de aumento e de redução, com variação de 35%, no período.
Em 2000, a proporção de mães com menos de 20 anos superava 20% em quase todas as regiões do Estado, sendo que nas RAs de Registro, Itapeva e Barretos, situava-se em torno de 25%. Em 2010, os níveis ainda estavam acima de 15%, com exceção da RMSP e da RA de Campinas. No período seguinte, a queda foi bastante expressiva e, em 2024, o indicador atingiu 8% no total do Estado.
A taxa específica de fecundidade por idade é a relação entre o número de nascidos vivos e o total de mulheres de cada grupo etário. Em 2024, a fecundidade das jovens de 15 a 19 anos foi de 26,9 nascidos por mil mulheres, com queda de 63% em relação a 2000 (72,5 por mil).
Apesar da redução entre as mais jovens ser mais acentuada do que nos demais grupos etários, a fecundidade dessas jovens ainda é relativamente elevada, quando comparada à de vários países europeus com níveis inferiores a 10 por mil. Esse dado aponta que ainda há trabalho a se fazer quando falamos de prevenção de gravidez na adolescência.



