Mendonça não é Moro
Mendes sabe fazer a coisa errada de forma imbatível, mas desta vez, está difícil
Aposta
Gilmar Mendes, como sempre, dobra a aposta na destruição do processo de investigação do caso Master.
Magnânimos
O caso envolve figuras ilustres do Congresso Nacional, além de familiares do suposto dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Mais os magnânimos do STF, Tofolli e Moraes.
Críticas
Mendes não poupa críticas a todos os ministros do STF que compõem a Segunda Turma, responsável pelos julgamentos do caso.
Relator
André Mendonça, o relator do processo, sabe que Gilmar é um doce, no entanto, se apoia na Segunda Turma, que está sintonizada com suas atitudes e votando ao seu lado.
Batalha
O STF tornou-se um campo de batalha entre o grupo composto por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Tofolli, contra o grupo de Mendonça, onde está até Carmen Lúcia.
Coesão
Mas estão também Edson Fachin, Luiz Fux e Cássio Nunes Marques. Essa estratégia do relator de formar um grupo coeso e menos vulnerável à corrupção (não sei se isso vale para Nunes Marques) tem funcionado até aqui.
Feitio
Mas Gilmar é determinado. Ele quer que o caso Master seja destruído e os criminosos saiam ilesos. É de seu feitio.
No que ele se apega? Em formalismos. Qualquer falha processual, ele ataca com unhas e dentes, alegando que está tudo errado.
É o que ele fez com o Mensalão, destruindo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. André Mendonça, como diz a colunista do Estadão, Carolina Brígido, não é Moro.




