O PT e seus partidos agregados derrubaram a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, com a decisão tomada ontem (3) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques (TSE). O ministro também determinou a nulidade dos votos atribuídos à chapa majoritária da qual Deltan faz parte. Mas o nome do candidato continua nas urnas e pode ser escolhido pelo eleitor.
O candidato ao governo paranaense, Sérgio Moro (PL), escreveu em sua conta no X uma defesa ao voto em Deltan e pediu para que os paranaenses votem no candidato mesmo assim, porque pretende recorrer da decisão. Disse Moro:
“ Nós não vamos aceitar uma decisão arbitrária, ilegal e sem precedente de um ministro do TSE contra a candidatura do Deltan Dallagnol. Deltan Dallagnol vai estar na urna amanhã e vamos recorrer dessa decisão. Paranaense não se dobra. Diga não a essa arbitrariedade.” Declarou seu voto a Deltan e a Felipe Barros e seguiu: “Brasília não tem direito de escolher quem pode ser candidato aqui do Paraná. E esses são os nossos representantes e candidatos de oposição e de direita ao Lula. Nós fizemos aqui a Lava Jato e mostramos que o Brasil pode ser diferente. Vamos mostrar mais uma vez que o paranaense não se dobra.”
Com a decisão, Gleisi Hoffmann (PT), que estava fora do páreo, com apenas 15,7% das intenções de voto, volta a ter chances de ser eleita. Deltan lidera com 24,9% das intenções de voto. Decisão foi a medida para a candidata petista.




