Vivemos um momento histórico. Como hoje é domingo, pede cachimbo para a política. Vamos supor que tudo vai melhorar, que o tempo dará um jeito nas trapalhadas em Brasília. A corrupção esvanecerá com um passe de mágica.
Que o almoço em família faça bem para Xandão, para o decano e para o comilão Dino. Momento de reflexão e humildade, quando eles terão a percepção plena de que precisam colocar uma música menos trash no Spotify e assumir que estão fora da linha.
Lula terá um domingo de conforto com sua Janja e o Corinthians fará um bom jogo para alegrar os alvinegros. O Flamengo cumprirá sua função e se manterá na ponta do Brasileirão, e os palmeirenses verão seu time brilhar mesmo assim.
As impossibilidades do futebol no momento terão seu espaço no imaginário e nas expectativas, para que, ao menos no jogo, sejamos vitoriosos. E no amor também, contrariando inclusive o ditado popular.
Quando falo de um setembro histórico, portanto, estou pensando apenas na chuva. Nunca caiu tanta água em plena véspera de primavera, período em que todo o sistema de defesa civil do país deveria estar preparado para apagar fogo na mata.
Estamos nós aqui, mergulhados em sossego, olhando para o tempo e a chuva interminável. Não é volumosa. É macia e mansa, mas contínua. Dizem os institutos de meteorologia que em São Paulo não cai tanta água neste mesmo mês desde 1943.
83 anos nos separam de um fenômeno similar. Fico até pensando nas mudanças climáticas. Naquele tempo, quem mudava o clima do país era Getúlio Vargas. O Estado era “Novo”, mas a concepção de autoritarismo era velha para dedéu.
Olha eu de novo na política. Acho melhor parar por aqui e enaltecer o clima histórico e as mudanças climáticas que nos proporcionam este evento, apreciado pela última vez apenas em 1943, quando sequer se pensava em mudanças climáticas. Bom domingo! O Palmeiras está entrando em campo neste momento.





