Muita, fé demais
Esta habilidade do presidente-candidato – ou do candidato-presidente - para tratar do assunto, sem qualquer convicção religiosa, o afasta dos evangélicos, claro
Lula acredita em Deus? Depende. Isso o ajudaria a ganhar a eleição? Mais do que acreditar ou deixar de acreditar, Lula faz cálculos políticos. Se a circunstância lhe convém, acredita. Se não lhe convém, deixa o assunto para lá.
Esta habilidade do presidente-candidato – ou do candidato-presidente - para tratar do assunto, sem qualquer convicção religiosa, o afasta dos evangélicos, claro. Mas o aproxima dos seus ateus de estimação.
Os católicos, por sua vez, devem compor a maioria que não sabe o que fazer ainda diante dos extremos políticos que se apresentam, porque gostaria de ter um presidente menos vulnerável ao dogmatismo e ao oportunismo.
Está dito, o dogmatismo de Lula é pela política e não pela fé, e não pela religião. Ele jamais alcançou o ponto de equilíbrio entre a filosofia e a fé. Quando muito, ficou fazendo caretas diante dos teólogos da libertação, aquele treco me inventou um Deus comunista, para torturar tanto Karl Marx como Jesus Cristo.
Hoje a sua situação é pior. Ao ajoelhar-se aos pés de ditadores, tortura também as pessoas com alguma convicção democrática. O pior é que Lula fala de democracia como se a respeitasse de fato.
Mas a democracia de Lula só vale para ele, não tem peso universal. É uma balela. Não vale para a China, Rússia, Irã, Cuba, Venezuela... Como seu Deus. Nesses países, o povo que se dane. O Deus de Lula é a oportunidade. Ou melhor, o oportunismo.
Até o comunismo de Lula é oportunismo. Ele tem afirmado isso publicamente, com suas falas extraviadas. Ele é convicto mesmo em si próprio e gostaria de ser tratado como um grande líder. Sua alma é autoritária. Mas se as vantagens forem boas, ele deixa até o autoritarismo para lá e se verga ao que melhor lhe convém.




