Os europeus reduziram a exposição sobre como estão atuando para dar suporte à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Pelo que se percebe, não o fazem de forma aberta como antes. É evidente que se cansaram das patacoadas de Trump e buscam novos caminhos, diretamente com a Ucrânia, para que as palavras não desgastem ainda mais o ambiente.
Estudam, assim, uma maneira possível de interromper a agressão russa ao país vizinho, sem se haverem com os argumentos idiotas do americano a respeito. O fim da guerra é prioridade zero para os europeus.
A Ucrânia parou de esmolar armas para os EUA, embora o presidente americano tenha confirmado que está lhe dando apoio. O país comandado por Zelensky aposta, tudo indica, em seus próprios drones avançados, que estão causando sérios danos à estrutura e ao exército russo. E acredita que pode desgastar Putin ao limite e vencer a guerra.
O fato é que, mesmo sem a articulação internacional necessária, os ucranianos estão enfrentando os seus algozes com cara e coragem, além da tecnologia que fabricam aos montes. É evidente que há outros países ricos mais sensíveis com a Ucrânia que estão se empenhando em ajudá-la financeiramente e com armas, com sucesso, via Otan.
Tudo o que os EUA fazem pela Ucrânia, nesse momento, segundo o próprio Trump, é cobrado a preço de ouro e não mais doado, como anteriormente. A Ucrânia, por sua vez, compra armas pesadas e inteligentes dos EUA a preço de ouro.
Trata-se de uma guerra tecnológica, para reduzir perdas em campo de batalha. Armas inteligentes e versáteis passam fundamentais e são usadas com mais recorrência, como os drones. Apesar das limitações ucranianas, as informações que nos chegam são de que a Rússia está em desvantagem no quesito ‘morte’ em campo de batalha, porque ela precisa colocar seus soldados no olho do furacão, senão não obterão sucesso na invasão e perdem muitas vidas com disparos à distância, controlados por satélites. Com isso, estão levando muitas vidas para um matadouro voraz e interminável.
O fato é que ninguém sabe quando essa guerra vai acabar. As últimas informações são de que está prevista uma reunião entre Zelensky e Putin, para que eles se falem diretamente e encontrem um ponto final. Mas nada disso é certo. Fala-se também que o Reino Unido e a França estão com exércitos prontos para compor a “Coligação de Interessados”, enviando soldados preparados à Ucrânia e contra a Rússia, evidentemente.
As informações não são seguras e há coisas que podem estar acontecendo, mas só saberemos de suas consequências depois. Putin não mudou de ideia. Trump não mudou de ideia. Zelensky não mudou de ideia. Sem que um ou outro passe para uma nova fase de reflexão, não há acordo possível. Não há paz possível. E o conflito se estende. Putin errou feio ao começar a invasão. Ele não previa tamanha resistência. Agora vê a guerra apenas como um negócio e não sabe mais como interrompê-la sem se prejudicar.
Trump não conta como ser pensante. A Otan precisa ser mais ousada e proativa para trazer algo de novo. Está com ela a solução do problema. Ou, ao menos, uma virada de chave. Mas falta coragem aos seus representantes. Nada mais europeu.




