O controle chinês
O que há de mais avançado em TI? Está na China. Pesquisas para o desenvolvimento permanente do agronegócio? Está na China
O fato é que tudo acaba caindo de bandeja no colo da China. Um povo aparentemente disciplinado. Um governo que controla qualquer desvio de conduta social e política. Um projeto industrial arrojado e uma educação voltada para viabilizar o funcionamento das fábricas mais avançadas do mundo. A China é hoje um modelo de país autoritário. Se Mussolini queria levar a cabo um projeto que ajustasse a economia italiana como a um relógio, a China conseguiu.
O que há de mais avançado em TI? Está na China. Pesquisas para o desenvolvimento permanente do agronegócio? Está na China. IA é um negócio chinês com muitos passos de vantagem ao resto do mundo. Por isso, não há país que não queira fazer negócio com a China. Não há país desenvolvido que não tenha, de certa forma, que dialogar com o governo Chinês.
A USP, por exemplo, tem muitos projetos com a China e não são poucos os professores que entregam todos os seus conhecimentos de mão beijada para a China. Ou por algum dinheiro. É fácil saber disso. Os alunos chineses fazem intercâmbio cultural com a Esalq permanentemente. Não erraria muito se eu dissesse que há professor da Esalq neste momento em alguma universidade chinesa.
Mas para que este preâmbulo? Porque isso impacta diretamente no peso geopolítico de Xi Jinping para os países em guerra. Trump vai a Jinping. Putin vai a Jinping. Todos buscam apoio. Evidentemente, o presidente da China tende a apoiar os ditadores, que falam a sua língua.
O mais importante é observar a capacidade da China de manter-se em posição estratégica, sem se expor em um território que pode lhe causar problemas. Mas a China não é apenas um país pacífico sob uma ditadura. Ela fica em paz quando tudo lhe parece favorável, como no momento.
Mas haverá seu momento de agir. Um deles é quando decidir que chegou a hora de Taiwan, por exemplo, voltar ao seu domínio. Não será um momento de flores, mas de demonstração cruel de força. Aí vamos conhecer de fato a lógica chinesa para a paz e para a guerra. Se de um lado ela se mantém na discrição, quando o problema não lhe diz respeito, no outro, talvez, ela exija submissão.
Neste momento, vamos saber ainda para que serve toda sua exuberância tecnológica. Seria um projeto apenas para a paz? A China é um gigante construído para controlar corações e mentes, intento que ela desenvolve sem dificuldades. O mundo livre não sabe como lidar com isso.





