O bom dos Bolsonaro é que eles não têm senso de ridículo. Assim, podemos assistir a essas idiotices que eles produzem diretamente dos EUA sem qualquer filtro e rir à beça.
O líder da oposição, se fosse um Rimbaud, poderia se dedicar, depois da derrota eleitoral, à caça de elefantes para acalmar o facho. Mas os tempos são outros, e Flávio não sabe sequer se escreve “Brazil” ou “Brasil”. É um atemporal.
Até Donald Trump está atordoado com os irmãos Bolsonaro. E olha que o Laranjão sabe muito bem como lidar com delinquentes. Disse que quer conversar com Lula. Piada pronta.
Eu tenho um amigo que sempre aparece com alguma ideia fora de lugar. Aí, eu pergunto a ele: “De onde você tirou essa informação?” E ele responde: “Do Facebook”.
Já expliquei que as redes sociais são muito perigosas como fonte de informação, a não ser que seja a página de algum veículo de comunicação responsável ou de algum jornalista responsável.
Porque, senão, você acaba sendo arrastado por uma onda de informações que pode ser simplesmente absurda. Agora, com os Bolsonaros ajudando na produção de fake news de forma deliberada, o leitor distraído do Instagram e do Facebook pode estar em péssima companhia, se não se precaver.
Flávio, por exemplo, erra sobre ele mesmo. De presidente eleito, tornou-se rapidamente líder da oposição. É um ser fake. Ele se confundiu, claro. Porque o presidente do Brasil é o Alexandre de Moraes, digo, o Janones. Ou melhor, como é mesmo o nome dele?
Vá lá. Foi só Lula sair das manchetes dos jornais e deixar de movimentar as redes sociais por algum tempo que já esqueci o seu nome. Vamos ver se ele continua assim, em silêncio. Quanto menos soubermos quem é o presidente do Brasil, mais esse país avançará.
Afinal, todo brasileiro precisa de uma trégua para recuperar a energia depois de tanta tensão. Claro que não tenho vontade de caçar elefantes. Afinal, não tenho nem o talento de um Rimbaud nem o desvario de um jovem Bolsonaro, que deixou de ser presidente eleito de um dia para o outro só porque está um pouco “estreçado”.
Há quem diga que conviver com Donald Trump é a mesma coisa que caçar elefantes. Agora, então, só falta Flávio Bolsonaro escrever um poema para se eternizar.





