Suspeita
Quando você fala de algum expoente da República, colocando-o sob suspeita de alguma irregularidade, é só uma questão de tempo para sua suspeita desaparecer. Não precisa esperar muito.
Mando
No Primeira Hora de hoje, coluna publicada pelo site Viletim, o alvo foi Flávio Bolsonaro. A notícia posterior, de dinheiro extra que seu irmão Eduardo recebeu do banco Master a seu mando, já está lá estampada. É muito óbvio.
Grave
Mas o lado de Alexandre de Moraes também não é nada diferente. Todos os analistas sérios da imprensa sabem que a situação é gravíssima e não adianta tentar desmerecer o relator do caso Master, André Mendonça, para salvar o ministro histriônico.
Falhas
Evidente que a bandidagem está de olho no processo legal e exige que o rito seja seguido na linha, porque, sabe como é, a única saída é pegar falhas processuais para derrubar toda a potencial e explosiva investigação.
Controle
Sem investigar, não tem como provar. Então o lance é evitar que ações sejam tomadas. E como eles mesmos têm o controle das ações, trata-se de um jogo fácil, e nada acontece.
Comando
Nem as delações andam. Ou melhor, só andam aquelas que forem de interesse de quem comanda o jogo.
Delação
Veja o exemplo de Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Estadão, ele assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), aquela de Paulo Gonet, amigo íntimo de Moraes, e entregou extratos de pagamentos a um fundo nos Estados Unidos administrado por um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Desvio
Qual é a questão? Não pode mais nem patrocinar um filme cult, como Dark Horse? Poder, pode. O fato é que esse dinheiro vinha sendo ocultado e, ao invés de ir para o filme, ia para Eduardo, segundo a delação.
Podre
Outras delações mais reveladoras não saem do papel, com a de Daniel Vorcaro. O jogo é esperar passarem as eleições, entendeu? Assim, existe a possibilidade de manter Lula no poder e apaziguar para a banda podre.
Relatoria
Lula e o PT são bem mais práticos no jogo de esconde-esconde. Eles querem logo tirar André Mendonça da relatoria do caso Master. Colocar quem no lugar? Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, nomes do Cosa Nostra.
Tóxico
Por aí, dá para ver que onde quer que olhe, seja do lado de Maraes, de Lula, de Flávio, o ar é toxico e pesado. O eleitor fica perdido com tanta informação e não dá para saber quem está em situação mais difícil.
Imaginávamos
Falta praticamente um mês para o primeiro turno das eleições, que será em 4 de outubro. Se a situação se arrastar como está até lá, corremos o risco de votar em um criminoso sem sabermos que ele é bem mais perigoso do que imaginávamos. O perigo mora em todos os lados.





