O sonho de consumo dessa gente
Poder-se-ia dizer que uma determinada trajetória é brilhante, a outra é chumbo; é o teatro de pulgas
Desconexo
A triste luta entre o nada e o desconexo. Para começar a conversa, o que entusiasma um eleitor a votar nesse ou naquele candidato? Em Lula ou em Flávio Bolsonaro?
Trajetória
Poder-se-ia dizer que uma determinada trajetória é brilhante, a outra é chumbo. O escolhido foi fiel a alguma causa e seus propósitos são os melhores e radiantes. Pura mistificação. A pobreza está aí de prova.
Inferno
Posso dizer que de propósitos o inferno está cheio. Mesmo assim, quando não encontramos nada de palpável para defender de um candidato, nos resta a fantasia sobre ele.
Fantasia
Esta eleição para presidente da República será a eleição da fantasia, da idealização, da mistificação. Em que lado se olhar, não se vê nada de objetivo, de realizado, apenas discursos que criam um nível ideológico, uma segunda realidade onde está o campo de batalha entre ambos.
Crença
O eleitor vai escolher entre um discurso e outro, é isso. Entre uma crença e outra. É a retórica que vai dar o tom e alimentar esta ou aquela escolha. Mesmo que quase nada de essencial diferencie um do outro.
Vendilhão
Lula não tem feito absolutamente nada em seu governo. Mas há a ideia entre seus adeptos de que ele é o grande defensor da democracia e da soberania, por exemplo. Outro seria o vendilhão.
Sombra
Mesmo Flávio tendo um passado insignificante na política e, muitas vezes, problemático, representando nada mais do que a sombra do seu pai, ele é tido como o antiLula, o exterminador de esquerdistas, responsáveis pela derrocada nacional.
Assistencialismo
Ser antiLula alimenta a fantasia do outro lado, em que pese o fato de não se saber exatamente o que isso signifique, além de um sentimento de que a realidade precisa mudar. Porque o assistencialismo continuará a ser o mesmo, talvez com outra roupagem.
Mudança
A mudança da realidade estaria na escolha do candidato oposto, com medo do que pensa o seu avesso. Como se seu avesso tivesse algo de diferente em relação aos eu oposto. É possível?
Imobilidade
Jair Bolsonaro foi presidente e não fez nada de diferente de Lula. O que seu filho faria? Lula não fez absolutamente nada de diferente dos seus governos anteriores, o que ele faria em um quarto mandato?
Poder
Mas é fato que Jair Bolsonaro foi o inventor do teatro em que Lula é mestre. Teatrod e pulgas. Vive-se um simulacro de inteligência em um palco de fantasistas e interesseiros. O poder, apenas o poder é o sonho de consumo desta gente.




