Os extremos se divertem
Se um erra e o outro também erra, eles riem
Extremados
Os extremados me divertem. Agora tem posts da turma do Bolsonaro afirmando que Lula também teve dinheiro de Vorcaro para produzir seu filme.
Moral
Não se trata, para eles, de uma questão moral pegar dinheiro de um criminoso para homenagear seus respectivos líderes. Então, se Lula também seguiu o mesmo caminho, é porque pode.
Dois erros
É a velha história dos dois erros que não fazem um acerto. Mas um se limpa no outro, porque a guerra é de narrativa, como se diz.
Narrativas
O que significa ser guerra de narrativa? O que está em jogo não é a verdade, mas a habilidade para não perder a disputa no confronto de discursos.
Memória curta
Como o brasileiro tem memória curta ou se adapta facilmente ao discurso vencedor, não tem a menor importância a essência do que se diz. Vence aquela que fica.
Crimes exemplares 1
Lula, por exemplo, cometeu crimes exemplares, mas que já passaram. Então, para a memória coletiva, deixou de ser crime.
Crimes exemplares 2
Flávio Bolsonaro já cometeu crimes exemplares, mas que já passaram. Então, para a memória coletiva, deixou de ser crime.
Cultura criminosa
Agora estamos falando de uma coisa que nem é crime. É uma cultura criminosa. Porque se eu peço dinheiro para alguém e esse alguém me dá, em tese eu não estaria cometendo crime.
Honestamente
Mas Vorcaro não ganhou o dinheiro honestamente. Foram burlados dos brasileiros, indiretamente. Então, pedir dinheiro para ele é pedir dinheiro roubado.
Sem força
Receptar roubo também é crime. Mesmo assim, no Brasil, se Flávio apertar na questão de que Lula também fez, é bem possível que o assunto perca a força.
Rouba ladrão
Torço para não perder força. Torço também para que Lula seja investigado, se de fato seu filme foi financiado por Vorcaro. Dizem que ladrão que rouba ladrão... Mas deixa esse pensamento para lá.




