Com aquela conversinha de que a instituição deve ser preservada e que os supostos ilícitos devem ser observados e conduzidos com serenidade, o presidente do STF, Edson Fachin, está com os pés em duas canoas e, tudo indica, vai pender para preservar a aparência institucional e acomodar os ilícitos da corte.
Sendo assim, deve maneirar contra Alexandre Mores e colocar André Mendonça em situação delicada, para que nada aconteça. Simplesmente nada. É a inversão dos fatos pelo vovô precavido.
Sabe como é? Fachin tem falado muito em ética e moralidade, mas não faz absolutamente nada para enfrentar a situação. Espertinho. Ele sabe que a máfia está em seu encalço e suas decisões são monitoradas para que ele se contenha. Ele não tem força para ir além das suas sandálias.
Como bom atacante, Moraes faz o jogo que sabe fazer. Investiu contra Mendonça, que é relator do caso Banco Master. Descaracterizar o que ele chama de adversário é o seu maior intento. O homem é um perigo. Seus crimes não existem, o que existe é um ministro que trabalha com parcialidade contra ele. Fácil de entender.
Foi assim que acabaram com a Lava Jato e assim vão acabar com as investigações contra Vorcaro, Lulinha e, naturalmente, bem naturalmente, vão fechar as portas de necessárias investigações contra ele, Alexandre de Moraes e suas relações com Vorcaro.
Digo vão, porque o time é forte: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin e até Carmem Lúcia, que acaba aderindo aos poderosos de plantão, com seu discurso “bagre ensaboado”.
A pergunta é: André Mendonça age com parcialidade? Se age, isso seria fator suficiente para anular todo o seu trabalho, uma vez que estão mais do que evidentes os crimes de Moraes? Já apontei em matérias anteriores neste Viletim que o grande lance da máfia do STF é trabalhar a favor deles mesmos. Para isso, contam com os aspectos protocolares.
O crime pouco importa. Se a condução para chegar aos criminosos tiver qualquer erro protocolar, não vai adiante. A não ser que o interesse seja deles, do grupo mafioso. Aí tudo pode. Até o Inquérito do Fim do Mundo, sobre fake news, ou documentos suspeitos, porque eles têm os votos de que precisam para passar qualquer barbaridade. Ou sabem manejar as ferramentas do STF para fazer tudo autocraticamente.
É assim. Por isso o descontentamento da sociedade. Não tem como um troço daquele, chamado STF, cumprir suas funções constitucionais. Porque essa turma tem outros interesses e são nada republicanos. São, sim, políticos, econômicos e de proteção dos seus atos, aqueles que acontecem na penumbra e lhes rendem barbaridade.
Parte da imprensa, aquela lulista, começa a ver razão em Moraes, uma vez que Mendonça parece favorecer Flávio. O que menos esses ministros enrolados querem é ver Flávio vencendo esta eleição. Não vai aqui nenhuma defesa de Flávio, uma vez que ele também deve ser investigado em suas delinquências. Dá para botar fé em um país comandado por gente assim?




