Que o Brasil jogou melhor contra o Haiti em relação à primeira partida, contra Marrocos, parece não haver dúvidas. No entanto, foi um jogo de um tempo apenas. No segundo, o time parecia sem a mesma dinâmica que no primeiro.
A desculpa da primeira partida foi a ansiedade e Marrocos deu um show. Para o time perder o ímpeto no segundo tempo, na noite de ontem (20), alega-se o cansaço? Mas na próxima fase, o Brasil tende a pegar só time forte e veloz, com físico em dia para correr 90 minutos ou mais. E daí?
Mesmo marcando três gols, o time de Ancelotti ainda apresenta falhas que precisam ser corrigidas. Os passes do meio de campo melhoraram, mas os nossos craques podem mais. Marquinho, na defesa, tem dado uns passes bonitos, mas para o adversário. Seus erros são graves e, diante de times melhores, é gol facinho, facinho, do adversário.
Raphinha parece estar contundido e não deve voltar ao campo na próxima partida. Que ele se recupere o mais rápido possível, mas pode continuar no banco, porque não vai fazer falta. Jogou muito mal contra Marrocos e não foi bem contra o Haiti.
Por incrível que pareça, Casemiro surpreendeu nesta partida. Melhorou e muito em relação ao desastre que foi sua participação contra Marrocos. O mesmo aconteceu com Paquetá. Vini Jr. também fez uma boa partida. Contra a Escócia, o elenco de Ancelotti terá a última oportunidade para ajustes. Depois só vêm pesos-pesados.
Claro que o time estava consciente de que deveria ganhar bem ontem. E quase ganhou, mas o VAR viu coisas que nem dá para ver a olho nu. Um cotovelo, a ponta da chuteira. Tudo é motivo para impedimento. Se não fosse a tecnologia para observar esses detalhes, a vantagem do Brasil seria o que todo torcedor gostaria de ver: goleada.
Agora, Endrick. O menino tem garra e precisa ter mais oportunidades. O legal em sua ação é buscar a bola. Não fica parado esperando. Seu quase gol de ontem foi uma demonstração do que ele pode oferecer. Creio que terá mais uma oportunidade na próxima partida, dividindo o tempo com Matheus Cunha.
Pronto, virei técnico e posso ensinar Ancelotti a cuidar melhor do time. “Cala a boca, Magda!” É evidente que nada entendo do traçado, no entanto, sou como todo brasileiro e, em tempo de Copa do Mundo, todos viramos técnicos, treinadores e conselheiros. Viva o Brasil! E viva a democracia do futebol, em que todos metemos o bedelho. Se não fosse assim, não teria a menor graça. Para quê juntar tanta gente craque em um mesmo espaço de tempo se a gente não puder esculachar?




