E a política, como vai? Vai sim senhor
Para onde a política vai? Depende da força da descarga
Ai, a política. Dizem por aí que o homem é um ser político, porque vive na pólis, na cidade. Prefiro ser ermitão e viver em minha caverna. Sempre que tento abordar o tema política me vem uma sensação de fracasso antecipado. Não vencerei esta empreitada.
Aos poucos vou me soltando e tentando entender certos acontecimentos. A briga dos Bolsonaros, por exemplo. Me intriga muito. Não tanto pelo barraco formado por Michelle e Flávio. Mas pelo motivo de aquilo ter acontecido, em um momento em que o opositor de Lula mais precisava de paz.
Depois de despencar por causa de Vorcaro, deu a entender que Flávio havia estabilizado nas pesquisas de opinião alguns pontos abaixo. Com Michelle, desceu ainda mais. Agora parece que apenas sua base de sustentação está ao seu lado, mais alguns desavisados.
Flávio é uma titica de galinha. Não pise que fede. Mesmo que a distraída seja sua madrasta. Michelle não dimensionou direito o poder da ação do seu afilhado. Ela ensaiou um jogo e caiu no colo de Valdemar Costa Neto. O presidente do PL não é nenhum bolsonarista, mas sabe como se faz deputados e, com eles, fortuna. Bolsonaro é um bom puxador de votos para o cofre de Valdemar.
Michelle disse que vai cuidar apenas de Jair Bolsonaro e sai, provisoriamente, da política. Será? Quero dizer, será que ela consegue ficar cuidando daquele homem em período integral?
Por outro lado, posso pensar que Michelle tenha alguma carta na manga para apresentar no momento certo do jogo, e cuidar de Jair signifique outra coisa, como por exemplo, deixar que Jair cuide disso no momento certo. Não sabemos o limite de vingança dessa gente.
Quanto a Lula, o homem de R$ 200 bilhões de benesses eleitorais, segue com suas trapaças de sempre. Uma rusguinha com Trump, uma acusaçãozinha a Flávio e a vida segue. O brasileiro já se acostumou às suas parlapatices e gosta.
O destino do brasileiro
é sonhar com o paraíso
sem sair do pulgueiro.
Entre Flávio e Lula, o bom mesmo seria assistir a um espetáculo no Circo do Veneno. Pelo menos lá a gente ria de gosto e sabia o limite da brincadeira. No âmbito da política, a brincadeira nunca nos mostra os seus limites e a riso é um exercício de sobrevivência.



