O Pecege formalizou um Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Hardware BR para integrar a etapa de residência tecnológica do Bolsa Futuro Digital, programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A parceria prevê a oferta de desafios tecnológicos nas áreas de desenvolvimento de sistemas e a vivência profissional supervisionada de estudantes em Piracicaba. A iniciativa reúne também a atuação articulada com o Instituto Federal de São Paulo, o MCTI e a Softex.
O programa capacita novos talentos por meio de cursos de formação inicial em programação Front-end e Back-end. A iniciativa conecta a base conceitual dos cursos profissionalizantes às demandas concretas de organizações do setor produtivo e de pesquisa aplicada.
A etapa prática de residência tecnológica tem previsão de início para janeiro de 2027 e terá duração de três meses, conforme os materiais de divulgação do Instituto Hardware BR. Durante o período, os participantes atuarão diretamente na resolução dos problemas apresentados, com acompanhamento de equipes especializadas e apoio de professores monitores disponibilizados pela entidade parceira.
A proposta pedagógica inclui a estruturação de um plano de trabalho detalhado antes do início das atividades de campo. O documento distribuirá as atividades em objetivos específicos, cronogramas de entrega e responsabilidades definidas para cada participante, assegurando a medição do progresso técnico ao longo dos três meses de trabalho conjunto.
O coordenador de design do Pecege, Lucas Tangi, destaca a relevância do contato direto dos alunos com a rotina corporativa do setor de tecnologia. “É fundamental que os estudantes tenham a oportunidade de vivenciar a prática e conhecer a rotina de quem trabalha diariamente com tecnologia. No Pecege, desenvolvemos soluções que operam em escala global, com desafios reais de desenvolvimento e inovação. Acredito que essa experiência será uma excelente oportunidade de aprendizado, aproximando a formação acadêmica das demandas do mercado e promovendo uma troca de conhecimentos entre todos os envolvidos”, explica.
Os projetos apresentados pelo Pecege abrangem frentes essenciais da infraestrutura operacional e educacional da instituição. Os estudantes poderão atuar em sistemas de apoio a processos administrativos internos, ferramentas de integração da jornada acadêmica, soluções digitais voltadas para a organização de eventos institucionais, plataformas de atendimento e relacionamento com alunos, além de automação de rotinas de trabalho.
O termo firmado entre as entidades especifica que a participação dos estudantes possui natureza estritamente formativa e pedagógica. O documento contratual afasta a configuração de vínculo trabalhista ou relação de estágio, concentrando o foco das atividades no aprendizado prático e no desenvolvimento de competências colaborativas.
“A educação, a pesquisa e a inovação sempre fizeram parte da essência do Pecege. Nosso reconhecimento como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) fortalece esse compromisso e abre novas possibilidades de colaboração. A residência tecnológica representa mais um passo nessa trajetória, conectando instituições, conhecimento e pessoas para desenvolver soluções e contribuir com a formação de novos profissionais.”, afirma Bruno Kadri, CTO do Pecege.
Com vigência inicial de 12 meses, a cooperação técnica garante que os resultados e códigos gerados durante o programa permaneçam sob a propriedade intelectual do Pecege. Ao término das atividades, a equipe registrará as entregas e a experiência dos residentes em relatórios de conclusão para avaliar os impactos gerados na formação dos alunos.




