Pinacoteca oferece oficina de férias sobre isogravura e gravura alternativa
A atividade é desenvolvida pelo xilogravurista Tony Azevedo, no dia 23, às 14 horas
A Oficina de Férias na Pinacoteca convida as crianças para uma viagem divertida e criativa pelo mundo da xilogravura, da imaginação e das histórias populares.
Durante a atividade, os participantes irão conhecer a isogravura, uma técnica de gravura alternativa em relevo, desenvolvida a partir de materiais simples e acessíveis.
A xilogravura é uma das formas mais antigas de criar imagens impressas, surgida há muitos séculos a partir do desenho e do entalhe em madeira.
No Brasil, essa técnica tornou-se amplamente conhecida nas capas da Literatura de Cordel, onde desenhos com traços fortes e expressivos ajudam a contar histórias de personagens curiosos, lendas, animais e cenas do cotidiano. Inspirada nessa tradição, a oficina propõe a isogravura como uma forma contemporânea e acessível de aproximação com a gravura, especialmente pensada para o público infantil.
A partir de pequenas histórias, as crianças irão criar seus próprios desenhos, personagens e cenas, transformando ideias em imagens impressas. A atividade estimula o brincar com formas, palavras e texturas, fortalecendo a criatividade e o prazer de criar com as próprias mãos.
Objetivo Geral
Proporcionar às crianças uma experiência artística lúdica e educativa em isogravura, aproximando-as da linguagem da gravura e da literatura de cordel, estimulando a imaginação, a expressão criativa e o contato com a cultura popular brasileira.
Objetivos Específicos
Apresentar a xilogravura e a isogravura de forma simples e acessível;
Estimular a criação de imagens inspiradas em histórias, versos e personagens do cordel;
Desenvolver habilidades manuais, coordenação motora e percepção visual;
Incentivar a relação entre imagem e palavra como forma de contar histórias;
Promover o reaproveitamento de materiais de maneira criativa e sustentável;
Fortalecer o vínculo das crianças com a Pinacoteca como espaço de arte, cultura e aprendizado;
Realizar a montagem de um varal expositivo com os trabalhos produzidos pelas crianças.
Metodologia
A oficina será desenvolvida de forma lúdica, prática e participativa. Inicialmente, será realizada uma conversa introdutória sobre a gravura, a xilogravura e a literatura de cordel, com exemplos visuais e narrativas adaptadas ao universo infantil. Em seguida, as crianças serão convidadas a criar desenhos que servirão de base para a produção das matrizes de isogravura. Com a orientação do artista, os participantes irão gravar suas imagens em materiais alternativos e realizar a impressão em papel, acompanhando todo o processo criativo. Ao final, será promovido um momento de compartilhamento das produções, valorizando a expressão individual e coletiva.
Materiais Utilizados
Placas de isopor, EVA ou materiais recicláveis similares;
Lápis e canetas para desenho e escrita;
Palitos, lápis ou instrumentos sem corte para gravação das matrizes;
Tintas à base de água;
Rolos de borracha;
Papéis diversos para impressão e montagem das produções;
Materiais reutilizáveis e recicláveis.
Público-Alvo
Crianças interessadas em artes visuais e histórias, não sendo necessário conhecimento prévio.
Resultados Esperados
Produção de gravuras autorais e composições visuais inspiradas na literatura de cordel;
Estímulo à criatividade, à imaginação e à expressão artística;
Ampliação do repertório cultural das crianças;
Valorização da cultura popular brasileira;
Aproximação das crianças com a Pinacoteca como espaço de descoberta, criação e convivência cultural.
Tony Azevedo é artista visual e mestre xilogravurista, com mais de 40 anos de trajetória dedicada às artes gráficas e à educação artística.
Pernambucano, desenvolve sua pesquisa a partir da xilogravura, estabelecendo um diálogo profundo com a literatura de cordel, a cultura popular nordestina e o imaginário do sertão, com forte influência da estética do Movimento Armorial.
Participou do Grupo Guaianases de Gravura, em Pernambuco, e realizou cursos e formações em gravura no Museu Lasar Segall, em São Paulo, e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa (Portugal).
Atuou como arte-educador em diversas instituições culturais e sociais, onde desenvolveu oficinas de gravura, artes visuais e música popular afro-brasileira, contribuindo para a formação artística e cultural de diferentes públicos.
Em Piracicaba, desempenha papel fundamental na difusão das técnicas de xilogravura, linoleogravura, gravura em metal, monotipia e outras técnicas gráficas alternativas, por meio da realização de cursos, oficinas, exposições e projetos contemplados por editais públicos.
Seu trabalho artístico e educativo contribui significativamente para a valorização da cultura popular e para a ampliação do acesso às artes visuais.
Atualmente, está em cartaz com a exposição “Impressões do Imaginário”, no Museu Prudente de Moraes, aberta à visitação até 21 de janeiro de 2026. Camila Daniele – Professora de Arte.




