Política em um país acéfalo
Caso Lula ganhe, a canoa do Centrão vira para o lado do governo. Caso Flávio ganhe, a canoa do Centrão vira para o lado do governo
Com Flávio
O Centrão, que é um aglomerado de partidos de elevada integridade moral, já começa a refazer os seus cálculos sobre as vantagens de apoiar Flávio Bolsonaro.
No centro
Para se garantir em seu propósito de fazer expressiva bancada de deputados e senadores, PP, União Brasil e Progressistas pensam em se manter na neutralidade.
Com Lula
Caso Lula ganhe, a canoa do Centrão vira para o lado do governo. Caso Flávio ganhe, a canoa do Centrão vira para o lado do governo.
Único rumo
Para onde quer que a canoa vá ou faça, estar ao lado do governo é a sina do Centrão, que cumpre à risca sua missão, de ser sempre poder.
Sem dúvida
O cálculo dessa gente só começou a ser refeito depois que Flávio Bolsonaro despencou nas pesquisas e deixou de ser uma certeza. O Centrão não joga com o duvidoso, não corre riscos.
Sem bandeiras
Essa postura do Centrão não é nova. Ou melhor, o Centrão nunca foi diferente disso. Ele nasceu assim. Nasceu para ser governo e ter poder, não para apoiar bandeiras.
Objetividade
É o modelo mais óbvio e cretino de se fazer política que já se viu no país. A forma de raciocinar de um político do Centrão é de uma objetividade atroz, que esvazia nossa alma.
Sombras
Vários vereadores de Piracicaba já pensam como um político do Centrão. Conversei com alguns e fiquei triste pela tendência ao fim das convicções que não sejam para a manutenção do poder.
Sobrevivência
Segundo o Centrão, tudo é possível em um ambiente onde se preza pela sobrevivência política. Por isso, eles mandam e desmandam nesse país acéfalo. Eles fazem ‘política’.





