População idosa é uma característica da transição demográfica no Estado de São Paulo
Os dados da Fundação Seade mostram que o envelhecimento da população paulista é fruto do baixo índice de natalidade

Uma realidade que a demografia confirma: a população paulista está cada vez mais idosa. Entre 1900 e 2024, uma combinação de fatores – transformações socioeconômicas, avanços na saúde pública e mudanças no comportamento reprodutivo da população – contribuiu para impulsionar a transição demográfica no Estado de São Paulo. Segundo a Fundação Seade, até 1940, os níveis de natalidade e mortalidade eram elevados, características de uma população predominantemente jovem, condição a que se somavam as precárias condições sanitárias. Resultado da equação: expansão populacional moderada.
Declínio da fecundidade
Tudo começou a mudar a partir da metade do século 20 até a década de 1970, devido basicamente a alguns fatores: expansão do saneamento básico, ampliação dos serviços de saúde e avanços médicos- sanitários, que promoveram uma expressiva redução da mortalidade. Com os índices de natalidade permanecendo elevados e a eclosão de importantes fluxos migratórios, São Paulo passou a viver um intenso crescimento populacional. A partir daí, porém, os níveis de fecundidade entraram em declínio acentuado, o que se deu sobretudo pelo aumento da escolaridade feminina, maior participação das mulheres no mercado de trabalho e maior acesso a métodos contraceptivos.
A consequência foi que o ritmo de expansão populacional desacelerou, embora, em números absolutos, a população tenha continuado a aumentar. Nas últimas décadas, com níveis de fecundidade e mortalidade baixos, o envelhecimento populacional se consolidou. Tais mudanças na estrutura etária da população consolidaram uma transição demográfica que trouxe novos desafios para o planejamento socioeconômico e a formulação de políticas públicas no Estado de São Paulo.
Fonte: Jornal da USP.



