Cavaleiros
Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, os quatro cavaleiros do apocalipse, segundo a Bíblia, simplesmente revelam o estágio terminal do STF.
Catástrofe
Mas apocalipse, no caso, pode ser entendido também no sentido moderno do termo, uma vez que os cavaleiros são a própria catástrofe moral em que a Suprema Corte brasileira se encontra.
Indefensável
É curioso observar o caso de Gilmar Mendes, porque o homem usa todos os artifícios regimentais e jurídicos da Corte para mentir e defender o indefensável. Acha que todos ali são loucos.
Fancaria
Digamos que Gilmar sabe versar sobre a arte da fancaria em várias línguas, sem deixar de falar português em todas elas. É um artista da imoralidade. Louco varrido.
Mente
Gilmar recita suas teses em tom professoral, para ver se alguém cai em sua lábia. Mas mente, como mente esse homem. O pior, ninguém acredita no que ele diz.
Cueca
Alexandre de Moraes perdeu a cueca na Estação Primeira e, com cara de desvairado, corre pela linha de trem apitando a mesma buzina de sempre.
Locomotiva
O careca pensa que é uma locomotiva, mas, tudo indica que quando chegar ao manicômio, a porta do hospital já estará fechada para ele. Imagino a conversa dele com o porteiro:
Diálogo
— Quem está aí? (Moraes)
— Ninguém. (Porteiro)
— Como ninguém, se o senhor respondeu? (Moraes)
— Eu estou aqui. Aí está o senhor. (Porteiro)
— Não queira me trapacear. Eu estou aqui e o senhor aí. (Moraes)
— Eu diria exatamente o contrário. (Porteiro)
— Por isso a nossa conversa não avança. (Moraes)
— Não me envolva nisso (Porteiro)
— Como assim? (Moraes)
— Vá embora (Porteiro)
— Não posso (Moraes)
— Por que não pode (Porteiro)
— Daqui de fora não dá para fugir (Moraes)
— Escuta aqui, o senhor é louco? (Porteiro)
— Se fosse louco eu estaria aí. (Moraes)
— Se eu abrir o portão, então, o senhor se torna louco? (Porteiro)
— Não, me torno porteiro (Moraes)
Metiê
Fico imaginando a fala de Flávio Dino:
— Aqui somos todos suspeitos, senhor Fachin. Roubar, todos roubamos. Menos o senhor, claro. Mas a questão não é esta. Enquanto não formos impedidos, vamos continuar fazendo o que mais sabemos fazer, uma vez que a sociedade acredita em nosso caráter para o metiê. Se pararmos de fazer o que mais sabemos, aí sim a população vai desconfiar.
Porteiro
Cristiano Zanin move a cabeça e assente, apenas. Afirma ainda que vai votar em Moraes, para porteiro do manicômio.





