O mal menor
Primeira Hora: Zema, Dirceu, Messias, e o que tem para hoje
Romeu Zema continua com os holofotes voltados para ele.
Certamente isso lhe dará um impulso na campanha à presidência da República. Não se sabe, no entanto, a força desse impulso.
Agora seu alvo é José Dirceu, o herói do povo brasileiro. Nada mais fácil do que bater no Zé. Por onde se olha, a falcatrua é tê-lo no comando.
Mas para o PT, o Zé é mesmo um herói. Parece que herói, nesse mundo desencantado do PT, é sobreviver a condenações por corrupção.
Dirceu sobreviveu e canta de galo, como se fosse o herói do povo brasileiro.
Hoje é dia de aprovar o Jorge Messias. Lula tem certeza de que o homem que indicou para o STF vai passar na sabatina do Senado.
É bem provável que sim. Os bastidores contam uma história engraçada, de que a turma do 8 de janeiro, que será beneficiada com a dosimetria, fez um acordão.
Se Messias passar hoje com votos bolsonaristas, é porque a derrubada do veto da dosimetria está encomendada para passar amanhã, com voto inclusive do PT.
Acredite quem quiser. O ajuste de pena, que beneficia também bandidos perigosos, vai levar mais um petista ao STF. Não se sabe o que é pior.
Mas o Brasil vive da tese do mal menor. Acredito que desde a origem da República se vive sob essa sina.
Enquanto isso, o quadro se congela nos mesmos candidatos ao comando do país, ou variações deles, há 40 anos. Estamos há 40 anos escolhendo o mal menor.
Qual é a dose de veneno para paralisar a artéria de um país?





