Primeira Hora: Desde Stefan Zweig
O brasileiro médio, como sempre, se nada mudar até lá de substancial, vai para a urna com o nariz tapado, como tem ido nas últimas eleições
Imagem de Stefan Zweig no Rio de Janeiro criada por IA
O movimento de Flávio Bolsonaro para se desembaraçar das acusações de que ele teria vínculos com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é mais do mesmo.
Não se trata de provar que não cometeu nada de errado com o dinheiro sujo do banco falido. Simplesmente porque cometeu. Então, a saída é reforçar a narrativa que atrai seu eleitorado.
Pelo que corre nos jornais, o opositor de Lula vai investir nas redes sociais com mensagens blindando sua imagem. É a aposta na narrativa limpinha para se parecer com um grande líder.
No plano mais ideológico, vai recorrer a Donald Trump para ter imagens que fortaleçam a ideia acima. Estar ao lado do presidente dos EUA, para esse público, é estar ao lado da direita internacional, combatendo a esquerda espúria.
Lula, por sua vez, joga com a máquina pública, com seu populismo clássico sacado em ano eleitoral. É a fantasia de desenrolar a dívida das famílias, é a fantasia da casa própria para a classe média, é a fantasia da escala 5X2, com o mesmo salário. Discursos fantasiosos.
Ninguém quer saber de corrupção. Lula está blindado pelo STF. Nada que possa prejudicá-lo vai avançar na Justiça antes de outubro. Flávio tenta o mesmo, se blindar, atropelando as redes sociais com palavras de ordem e progresso, se eleito.
O brasileiro médio, como sempre, se nada mudar até lá de substancial, vai para a urna com o nariz tapado, como tem ido nas últimas eleições.
Enquanto isso, o projeto Brasil continuará uma colcha de retalhos. A esperança de que algum governo sério e honesto tome posse e invista no desenvolvimento sustentável do país ficará somente no horizonte, como está desde Stefan Zweig*.





