Primeiro porco clonado no Brasil nasce saudável em laboratório da USP de Piracicaba
Pesquisa desativa genes de rejeição e insere DNA humano para tornar órgãos suínos compatíveis com pacientes.
Imagem: Fapesp
Pesquisadores da USP comemoram a primeira clonagem de um porco no Brasil, segundo matéria publicada no Portal G1 na noite de ontem (3).
“O porquinho chegou saudável, com 2,5 kg, no laboratório do Instituto de Zootecnia/APTA/SAA, em Piracicaba, no interior de São Paulo”, detalha o jornal.
De acordo com a matéria, esse primeiro porco clonado no Brasil faz parte de uma pesquisa que vai ajudar a salvar 48 mil brasileiros que precisam de transplantes de órgãos.
“O projeto, idealizado pelo professor Silvano Raia, é do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da USP”, afirma a matéria.
Xenotransplante é a transferência de órgãos entre espécies diferentes. E os órgãos dos suínos são muito parecidos com os dos seres humanos.
Segue a matéria publicada no G1:
“Experiências começaram na década de 1960, mas foram interrompidas porque os pacientes desenvolviam rejeição aguda. A ciência avançou. Os pesquisadores identificaram três genes que causam rejeição e aprenderam a desativá-los.
“No laboratório da USP, eles também inserem sete genes humanos nos óvulos para aumentar a compatibilidade dos órgãos.
“O laboratório dominou a técnica de modificar as células em 2022. E, aí, começou uma segunda etapa, ainda mais desafiadora: a clonagem dos porcos. Dominar o processo de produzir os animais geneticamente modificados em quantidade é importante para, no futuro, ajudar a reduzir o tempo de espera na fila dos transplantes.
“Até agora, a clonagem usou porcos normais. Depois de várias tentativas, a gestação foi até o fim”.




