Médica Maria Virgínia Braggio Ferreira faz avaliação positiva das interconsultas
Durante o atendimento a um paciente na UBS Vila Cristina, a médica Maria Virgínia Braggio Ferreira observou uma alteração no pé que exigia avaliação especializada de um cirurgião vascular. Pelo fluxo tradicional da rede municipal de Saúde, o paciente seria encaminhado para uma consulta com o especialista, conforme a disponibilidade de agenda. Com o Projeto Viva, porém, foi possível realizar uma interconsulta por vídeo, o que garantiu o contato direto da médica com o vascular.
A discussão do caso permitiu ao especialista orientar a conduta e a prescrição de um medicamento, além de recomendar um exame de ultrassonografia com Doppler. Com a orientação do vascular, a médica clínica pôde solicitar o exame, que, pelo fluxo anterior, não poderia ser solicitado diretamente por ela nessa situação.
“Essa mudança no atendimento garante maior resolutividade, diminui o tempo de acesso para o paciente e é benéfica também para os profissionais”, avalia Maria Virgínia.
A médica atua em uma das unidades-piloto do projeto e relata que, desde a implantação da iniciativa na unidade, já realizou interconsultas com especialistas em ortopedia, gastroenterologia e dermatologia.
“Todas as experiências foram muito positivas, com profissionais solícitos, que trataram as questões médicas de maneira clara”, complementa.
ESPECIALISTAS MAIS PRÓXIMOS - O Projeto Viva reúne conhecimento, tecnologia e experiência dos profissionais da rede municipal para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por meio das interconsultas, o médico da unidade pode discutir o caso diretamente com um especialista e receber orientações para definir a conduta mais adequada. A proposta é aproximar o conhecimento especializado das equipes que já acompanham os pacientes, com ampliação das possibilidades de resolução dos casos e contribuição para um cuidado mais ágil e integrado.
O projeto também prevê mudanças nos processos relacionados à solicitação e à realização de exames, com a revisão de etapas que podem prolongar o intervalo entre o pedido médico e o procedimento. A intenção é simplificar o percurso do paciente na rede municipal e facilitar o acesso aos serviços necessários para a investigação e o acompanhamento de sua condição de saúde.
O Projeto Viva começou a funcionar em 1º de outubro, inicialmente em oito unidades de saúde. Até o final de outubro, a previsão é incorporar outras oito unidades ao projeto-piloto. Já até 30 de novembro, a expectativa é que o sistema esteja implantado em 30 unidades da rede municipal.
A expansão será acompanhada da avaliação dos resultados e da experiência dos profissionais, com o objetivo de aprimorar o modelo e ampliar gradualmente sua aplicação na rede municipal de Saúde.




