Quem falar palavrão, perde
A disputa nas urnas será tão acirrada que elas não darão conta de quem será o próximo presidente
A corrida presidencial será acirradíssima até o final. Os institutos de pesquisas apontam para um cenário absoluto, com votos para os dois candidatos principais na mesmíssima proporção.
Se o bispo votar em um, o arcebispo votará no outro. Se o Yin votar no primeiro, o Yang votará no segundo. No Oiapoque, dará Lula, no Chuí, Flávio. Sem solução. As urnas não serão suficientes para definir o próximo presidente do Brasil
Um vota em Flávio porque é antiLula. Outro vota Lula porque é antiBolsonaro. O dono da venda quer Flávio, para que os juros abaixem. A freguesa quer Lula, porque acha o valor do Bolsa Família muito baixo. O Industrial fala que somente Flávio saberia negociar com Trump e acabar com o tarifaço. O chão de fábrica quer Lula por causa da escala 5x2.
Tudo bem medido e calculado, será preciso encontrar um outro mecanismo para escolher o novo presidente. Teste de QI?, propõe um. Dá empate. Teste de corrupção. Nenhum ganha. Melhor programa de governo. Sem a menor chance de um ser melhor que o outro. Ambos completamente fora da realidade.
Até que um doido pensa em uma saída brilhante. “A disputa será no programa ‘Domingo Ilegal’”. Boa. Encontrada uma saída ‘honrosa’ e criativa para o Brasil escapar dessa encrenca. Talvez dê mais público que o próprio processo eleitoral.
Vamos então formular as perguntas.
Primeira pergunta: Em que ano nasceu Ruy Barbosa? Ambos ficarão perdidos. Quem é esse tal de Ruy Barbosa?, vão perguntar para sua equipe técnica. Algum tenista?, perguntaria Flávio. Algum vendedor de tapioca?, perguntaria Lula. Zero a zero.
Segunda pergunta: Qual a cor do cavalo Branco de Napoleão? Os dois responderiam “Branco”, sagazes que são no raciocínio. E errariam, porque o nome do cavalo era Branco e não a cor. Novamente, 0 a 0.
Terceira pergunta: Como se chama o ser que vive em Marte? Flávio responderia Fernando Haddad. Lula responderia que é André Mendonça. Ambos sequer pensaram em marciano. Disputa difícil. 0 a 0.
O programa é interrompido por falta de ganhador. Tudo empatado. “Qual seria a pergunta que poderia dar fim a essa nossa loucura?”, perguntaria o diretor do programa aos seus editores. Até que um técnico do estúdio vem com uma sugestão politicamente incorreta, como o programa, acatada imediatamente. O apresentador explica aos candidatos: “Cada um de vocês terá que falar o nome da mãe do outro e quem falar palavrão, perde”.




😂😂😂realismo puro.