Salão de Aquarelas seleciona 86 obras para 2ª fase
Comissão de Seleção e Premiação se reuniu na sexta-feira (20) para avaliação dos trabalhos
Principal desafio é garantir que o salão contemple a diversidade de linguagens que a aquarela permite
Para compor o 9º Salão de Aquarelas de Piracicaba (SAP), a Comissão de Seleção e Premiação selecionou 86 trabalhos, de 55 artistas, para a segunda fase de avaliação. Ao todo, esta edição recebeu 857 obras, inscritas por 212 artistas de 17 estados brasileiros. O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.
Segundo a artista plástica Silvia Dionísio, integrante da Comissão Organizadora, o expressivo número de inscritos reforça a credibilidade do salão no cenário artístico nacional. “O Salão de Aquarelas vem se consolidando como uma referência no Brasil, refletindo o interesse crescente dos artistas a cada edição. É um evento versátil, que valoriza diferentes estilos e formas de expressão dentro da técnica”, destaca. Ela integra o grupo de trabalho ao lado de Renata Gava, Allan Lourenço, Fernanda Provinciatto e Gracia Nepomuceno.
A Comissão de Seleção e Premiação, formada pelos artistas Carlos Avelino Santos dos Reis, Maria Inês Pinto Luckas e Renato Palmuti, se reuniu na sexta-feira, 20/03, na Pinacoteca, espaço que também sediará a exposição, com abertura prevista para 24/04 e entrada gratuita.
Os artistas serão notificados por meio do Diário Oficial e por e-mail oficial. As obras originais selecionadas na primeira etapa devem ser entregues, presencialmente ou por envio, entre os dias 23/03 e 09/04, na sede da Pinacoteca (avenida Maurice Allain, 454 – Armazém 14A – Engenho Central – Vila Rezende), de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Trabalhos entregues fora do prazo não serão aceitos, sendo a data de recebimento um dos critérios de validação.
Os artistas selecionados concorrem ao Prêmio Aquisitivo Prefeitura Municipal, no valor de R$ 8 mil, além de Menções Honrosas e do Prêmio Capa, que garante destaque à obra vencedora no catálogo e nos materiais gráficos da mostra.
O júri volta a se reunir na segunda fase, em 10/04, quando serão definidos os trabalhos premiados.
ANÁLISE – O processo de seleção exige rigor, equilíbrio e imparcialidade. De acordo com o jurado Renato Palmuti, o principal desafio é garantir que o salão contemple a diversidade de linguagens que a aquarela permite. “Dentro da técnica, há expressões que vão do contemporâneo ao abstrato, passando pelo figurativo. É fundamental manter um olhar amplo e equilibrar diferentes abordagens, sem limitar a avaliação apenas ao aspecto técnico”, explica.
Ele ressalta ainda que o conceito das obras tem papel determinante na avaliação. “Muitas vezes, revisitamos trabalhos para compreender sua representatividade dentro de determinada vertente da aquarela, o que contribui para uma análise mais justa. É um processo desafiador, pois lidamos com propostas bastante distintas, mas que podem representar, com legitimidade, um estilo relevante dentro da técnica”, completa.
Outro ponto destacado pelo jurado é a responsabilidade envolvida na curadoria. “Há um compromisso em manter um alto nível, considerando não só a qualidade das obras, mas também a reputação do salão como referência para artistas e público. Quando um artista inscreve mais de uma obra, cada uma é analisada individualmente, levando em conta seu impacto e adequação ao contexto do evento”, afirma. Cada participante pôde inscrever de três a cinco obras inéditas, que não tenham sido exibidas anteriormente em exposições públicas, exceto em plataformas virtuais.




