‘Salve a Boyes’ realiza assembleia para constituição do Coletivo Beira-Rio
Seus organizadores afirmam que, entre as conquistas recentes, destaca-se a “abertura do processo de estudo de tombamento estadual
Foto G1
O movimento que se autodenominou ‘Salve a Boyes’, se contrapondo à proposta de revitalização das ruinas dos prédios da antiga indústria, nas proximidades do rio Piracicaba, anunciou hoje (20) que realizará uma assembleia pública no dia 25 de abril, às 10 horas, na rua Luiz de Queiroz, 473, para a organização de uma entidade denominada “Coletivo Beira-Rio.
“Criado em agosto de 2023, o Movimento Salve a Boyes surgiu como uma articulação plural da sociedade civil em resposta às ameaças ao conjunto histórico da antiga Fábrica Boyes e à integridade da orla do Rio Piracicaba. Desde então, consolidou-se como um dos principais espaços de debate público sobre o futuro urbano, ambiental e cultural da cidade”, afirma a nota em que divulgam o evento.
O movimento se coloca como sendo composto por “profissionais de diversas áreas — como arquitetura, ambientalistas, história, urbanismo, educação, cultura e meio ambiente — além de cidadãs e cidadãos comprometidos com a defesa do patrimônio coletivo”. Na campanha para se colocar como representante da sociedade, o movimento é apresentado como defensor do patrimônio.
“Mais do que a preservação de edificações, a atuação do movimento sempre esteve orientada por princípios fundamentais como o direito à cidade, a função social da propriedade, a valorização da memória operária e industrial e a defesa da paisagem cultural da orla do rio. Trata-se de uma compreensão integrada do território, que reconhece o conjunto formado pela antiga fábrica, o rio, o salto, o Engenho Central de Piracicaba, a Rua do Porto e outros marcos históricos como elementos estruturantes da identidade piracicabana”.
Seus organizadores afirmam que, entre as conquistas recentes, destaca-se a “abertura do processo de estudo de tombamento estadual de parte do complexo [ruínas dos prédios da Boyes], reconhecendo sua relevância histórica, cultural e paisagística — um marco significativo da mobilização cidadã”.
Dentre os compromissos do coletivo, estão:
- Defender e promover o patrimônio histórico, cultural, ambiental e paisagístico de Piracicaba;
- Atuar pela preservação integrada da orla do Rio Piracicaba;
- Incentivar o uso público, coletivo e sustentável dos espaços urbanos;
- Produzir e difundir conhecimento técnico e acadêmico sobre o território;
- Propor alternativas de requalificação que conciliem preservação, desenvolvimento e participação social;
- Fortalecer o controle social e a participação cidadã nas decisões sobre a cidade.
A Assembleia de Fundação será aberta a todas e todos os interessados e marcará um momento decisivo para a consolidação de uma agenda pública comprometida com um modelo de desenvolvimento urbano mais justo, sustentável e democrático.




