Cirurgião cardiovascular e intensivista, coordenador dos pacientes críticos da UCO e UTIs da Santa Casa, Rafael Ângelo Tineli
A Santa Casa de Piracicaba mantém um serviço estruturado de cardiologia que abrange as áreas clínica, cirúrgica e intervencionista. A instituição conta atualmente com 25 cardiologistas em seu corpo clínico, responsáveis pelo atendimento de pacientes encaminhados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede conveniada.
Levantamento do Departamento de Controladoria Hospitalar realizado entre janeiro e julho de 2026 mostra que o setor de hemodinâmica do hospital atende, em média, 173 pacientes por mês, com a realização de 207 procedimentos cardiológicos no mesmo período. Os números incluem exames diagnósticos e intervenções realizadas por cateterismo.
A Unidade Coronariana (UCO) da Santa Casa registra, em média, 70 admissões mensais. A unidade dispõe de 10 leitos, com taxa de ocupação de 80% e tempo médio de permanência de 2,62 dias. Já a cardiologia clínica soma, em média, 24 pacientes internados por mês.
O atendimento de urgência em cardiologia, que em 2025 somava média mensal de 172 pacientes, passou a ser incorporado à estrutura geral do pronto atendimento adulto do hospital.
Na cirurgia cardíaca, a Santa Casa realiza em média 23 pacientes operados e 25 procedimentos por mês, considerando o período de janeiro a julho de 2026.
A instituição possui três habilitações do Ministério da Saúde na área: Unidade de Assistência de Alta Complexidade Cardiovascular, Cirurgia Cardiovascular e Procedimentos em Cardiologia Intervencionista, e Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO Tipo II).
Para o cirurgião cardiovascular e intensivista, coordenador dos pacientes críticos da UCO e UTIs da Santa Casa, Rafael Ângelo Tineli (CRM 116428/ RQE 52739 e 52740), os números refletem a estrutura consolidada pela instituição ao longo dos anos.
“A força da assistência cardiovascular está na continuidade do cuidado. Na Santa Casa, essa construção reúne a experiência da cardiologia clínica, da hemodinâmica, da cirurgia cardiovascular e das equipes de cuidados intensivos. Nosso compromisso é aproximar cada vez mais essas áreas, com decisões articuladas ao longo de todo o tratamento”, enfatiza.
Segundo o especialista, a introdução do Epimed na Unidade Coronariana fortalece esse trabalho ao organizar os dados assistenciais e apoiar a avaliação dos resultados, considerando a gravidade dos casos. “Esse acompanhamento nos ajuda a aprender com a nossa prática e identificar onde podemos melhorar. Os indicadores permitem compreender o conjunto; a escuta permite reconhecer o que é singular em cada pessoa. Precisamos de ambos para orientar o cuidado”, declara.
Neste Dia Mundial do Coração (29/09), Tineli ressalta que “cuidar também é fazer com que cada pessoa se sinta reconhecida em sua história e encontre espaço para suas dúvidas e receios. A integração entre as equipes ganha sentido quando se traduz nessa experiência de cuidado. É onde a precisão da medicina encontra a delicadeza da presença — e onde o nosso trabalho alcança a vida para além do diagnóstico.”




