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O estado de São Paulo deve registrar cerca de 20.820 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo a publicação Estimativa 2026: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A projeção representa uma taxa de 87,34 casos para cada 100 mil mulheres. Na capital paulista, são esperados 5.840 novos casos anuais. O câncer de mama é o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma.
Diante desse cenário, o Outubro Rosa reforça a importância da conscientização sobre a doença, da identificação de possíveis alterações nas mamas e da realização de exames de rastreamento, conforme as recomendações de saúde. Segundo Fernanda Ingrid Toledo Santos, coordenadora de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, conhecer o próprio corpo e procurar orientação profissional diante de mudanças suspeitas são atitudes fundamentais para favorecer o diagnóstico oportuno.
“O câncer de mama pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, é importante que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e estejam atentas a alterações nas mamas. Identificar um sinal suspeito e buscar avaliação profissional o quanto antes pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento”, explica.
Mamografia: por que o exame é importante mesmo sem sintomas?
Além da atenção aos sinais e sintomas, a mamografia desempenha papel fundamental no rastreamento do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo do aparecimento de manifestações clínicas. No Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento populacional é recomendado a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos. A avaliação individualizada também é importante, especialmente diante de fatores de risco ou histórico familiar da doença.
A coordenadora ressalta que a Enfermagem também desempenha um papel importante nesse processo, tanto na orientação sobre os exames quanto no acolhimento e acompanhamento das pacientes.
“O enfermeiro desempenha um papel essencial na promoção da saúde da mulher, por meio da educação em saúde, da consulta de enfermagem, da identificação de sinais de alerta e do encaminhamento oportuno para investigação diagnóstica. Nosso compromisso é promover um cuidado integral, humanizado e fundamentado em evidências científicas”, destaca.
Quais sinais merecem atenção?
Entre os principais sinais de alerta estão o aparecimento de nódulos nas mamas ou axilas, alterações na pele, mudanças no formato da mama, retração do mamilo e saída espontânea de secreção anormal. Embora essas manifestações não indiquem necessariamente a presença de câncer, devem ser investigadas por um profissional de saúde.
De acordo com o INCA, o nódulo é a principal manifestação percebida pelas próprias mulheres e está presente em aproximadamente 90% dos casos em que a doença é identificada pela paciente.
“Nem toda alteração significa um diagnóstico de câncer, mas toda alteração suspeita nas mamas deve ser avaliada por um profissional de saúde, mesmo quando não há dor ou outros sintomas associados. A avaliação médica permite identificar a causa e, quando necessário, solicitar exames complementares. O mais importante é não adiar a procura por atendimento”, orienta a professora.




