Se houvesse alguma tecnologia que capaz de medir o grau de desonestidade de um indivíduo, como uma tomografia computadorizada para criminosos, poderíamos colocá-la no lugar do monumento da Justiça, pois representaria o maior avanço da ciência política depois das teorias do francês Montesquieu (1689–1755).
Há muitas críticas a Cesare Lombroso (1835–1909), o italiano que revolucionou a criminologia positivista do final do século XIX. Ele era médico e psiquiatra e escreveu sobre “O Homem Delinquente”. Segundo minhas pesquisas, a obra foi publicada originalmente em 1876.
O psiquiatra defendia a tese de “criminoso nato”, aquele nascido para o crime, obviamente. Ou, ao mesmo, predisposto a cometer crimes. Suas análises partiam de características físicas da pessoa, que poderiam revelar uma espécie de atavismo, vindo dos seus antepassados. Hoje poderíamos falar em heranças genéticas, talvez.
O formato do crânio, por exemplo, era uma coisa que ele observava muito, além da forma das mandíbulas, orelhas, arcadas superciliares, assimetrias do rosto, comprimento dos braços etc. Mas é uma bela teoria para a galhofa, sustentaria Machado de Assis, ao se lembrar de Simão Bacamarte, em “O Alienista”.
Trata-se, evidentemente, de uma teoria sem sustentação científica. Segundo minhas pesquisas, a criminologia e a antropologia demonstraram que sua tese era uma peneira em termos argumentativos, e não parava em pé, em termos aplicativos, uma vez que era muito difícil até supor que determinada pessoa fosse criminosa por tais critério (aparência física).
Os contemporâneos a nós, preferem analisar outros fatores para se chegar a um criminoso, como sociais, econômicos, psicológicos, ambientais e individuais. O que também não leva a lugar algum, na maioria dos casos. Mesmo assim, Lombroso fez escolas e colocou a criminologia em alta no século XIX. Mas por que eu me aventuro por este caminho?
Políticos
Desde quando Gilmar Mendes mudou de ideia em relação ao mensalão e Lava Jato, por volta de 2014/15, Lombroso voltou à minha mente e comecei a medir o crânio do ministro do Supremo. Olhava para a altura das suas orelhas em relação aos olhos e estrutura mandibular, enfim. Passei a desconfiar do homem. Só que minha análise foi se projetando para os demais membros do seu grupo, como Alexandre de Moraes e sua ampla cabeça careca, o olhar vidrado, a mandíbula presa etc. Depois vieram Dias Toffoli, Flávio Dino... pensei comigo, “Lombroso ia nadar de braçada neste ambiente com a sua teoria”.
Não se pode ainda chamar essas pessoas de criminosas, porque não se provou e nada será provado contra eles. Estamos aí diante de uma inviabilidade de grupos protegidos. Mas isso não impede que eu suponha haver irregularidades profundas na conduta de cada um deles, o que provoca sobremaneira minhas suspeitas e da maioria dos brasileiros contra a moral do Supremo a essa relação física e aos modos com que cada um dos seus integrantes se comportam. O meu Lombroso não considera o antepassado, uma vez que a vozinha de Alexandre poderia ser uma pessoa sensacional. Comer o bolinho de chuva da bisavó de Gilmar seria um sonho de inverno. Os ancestrais de Dino, mesmo como donos de sesmarias maranhenses, talvez fossem de fino trato e de um olhar bem menos sádico que o nosso Flavinho.
Bolsonaro
De Alexandre de Moraes, percebi seu semblante fechado contra Jair Bolsonaro. Ele queria eliminar o homem da terra em cada decisão sobre o suposto Golpe de Estado. Embora Jair não fosse flor para se cheirar e não entro aqui na necessidade de puni-lo por seus malfeitos, ele não precisava ser tratado com tanto rancor por um ministro. Não creio que a lei seja rancorosa. No entanto, Moraes escondia algo fisicamente perceptível. Hoje sabemos que o ministro é muito mais perigoso que muitos Bolsonaros. Não podemos falar isso publicamente, claro. Tudo o que vai aqui é apenas um ensaio carregado de ironia. Não sou louco. E a loucura não era assunto para Lombroso nesse momento dos seus estudos, ao menos.
Este artigo é apenas para dizer que me divirto olhando Lula olho no olho. O velhinho me lembra o ancião que perdeu o juízo, mas não perdeu a vontade de poder (com ph também). Aquele que lambe o beiço ao ver o dorso da menininha e pisca o olho para o homem que estiver mais próximo. Educado na catimba da vida, sem passar por escolas, Lula aprendeu o que há de bom para quem leva vantagem (jeitinho). Tornou-se exemplo para os marxistas da USP e da Unicamp e avançou quando o sindicato do seu irmão Chico lhe abriu as portas. Entrou como um rei da malandragem e da falsidade, características nada lombrosas, mas que seriam consequências, para o pensador em questão, daquela cabecinha, daquela orelhinha, enfim.
Ciência
Posso dizer que vejo Lombroso mais pela ótica do provocador e com um senso de humor incrível do que um cientista. Inclusive foi usado de forma pecaminosa por regimes autoritários, o que tira o humor da realidade. A ciência atual confirma que ele estava errado. Para a ciência mesmo, o certo é observar o homem em sua integralidade, suas condições sociais, econômicas, psicológicas, ambientais e individuais. Por tudo isso fica fácil dizer que a cúpula do Supremo tem todas as características inclusive para enganar a ciência, enganar a Justiça, ficar com a grana e ainda comandar o Brasil do alto daquelas testas varonis incríveis.



