Se o XV surpreender, será uma surpresa e tanto, com o perdão da linguagem
Mas para isso, terá que jogar bem mais do que vem jogando e não apenas 'virar a chave', como disse o técnico Fernando Marchiori
Neste sábado (4), o XV de Novembro de Piracicaba enfrenta sua primeira pedreira na Série D do Brasileirão, na disputa com o Nova Iguaçu, em pleno Barão de Serra Negra, a partir das 18 horas.
Vale lembrar que o time carioca esteve na final estadual contra o Flamengo em 2024, pela Série A1. O rubro-negro venceu, mas por apenas 1 a 0, sagrando-se campeão diante de um time que deu muito trabalho.
No ano passado, o Nova Iguaçu novamente ficou bem posicionado no estadual, por isso, inclusive, está disputando a Série D do Brasileirão, composta basicamente por times que mantiveram posições de destaque em seus respectivos estados, seja na Série A1, A2 ou campeonatos locais válidos pelas federações, mas que ainda estão fora do Brasileirão, evidente.
Essa é também a situação do esquadrão piracicabano, que em 2025 conquistou o título da Copa Paulista, uma das portas de acesso ao Brasileirão, que se abre pela Série D.
O técnico piracicabano, Fernando Marchiori, ao perceber que seu time não engrenou no Paulista A2 e corre sério risco de ficar fora do campeonato deste ano, uma vez que não depende mais somente de si mesmo e do seu desempenho para passar à próxima fase, tirou da cartola a expressão ‘virar a chave’, ou seja, o Esquadrão precisa mudar de foco para não fazer feito também na Série D e se voltar para o novo campeonato que se inicia.
Como acreditar em um time que não consegue fazer sequer a lição de casa, na Série A2 Paulista, mas que agora terá de enfrentar times de todo o Brasil, bem preparados, pois já se consagraram em seus respectivos campeonatos locais e estão ávidos por entrar no Brasileirão?
Poderíamos imaginar que a chave virada, mais os reforços que chegaram, darão as condições mínimas para que o time local supere essa fase ruim em que vive. Mas, pelo que se vê até aqui, o time não consegue sair do lugar, acumulando derrotas. É difícil imaginar que somente com trabalho psicológico o cenário mude.
Podemos dizer que até o meio de campo o XV vai bem, mas não consegue abrir as brechas do adversário no último terço do gramado. Bem como não tem nenhum jogador capaz de chutar a bola ao gol com a convicção necessária e na direção certa. Por outro lado, um contra ataque é capaz de derrubar a zaga quinzista.
Não vale citar como exemplo, somente para contradizer, que o XV goleou o Votuporanguense por 5 a 0 no Barão. É verdade, mas o adversário jogou com o time reserva. Assim que os titulares entraram em campo, no jogo de volta, o XV enfraqueceu.
Claro que o XVzão é do coração e a esperança é a última que morre. Mas estão tentando acelerar a morte da esperança, com jogos medianos. O time piracicabano até que joga bem, mas seus adversários têm jogado melhor. Torcer a gente torce, mas o time precisa jogar mais, bem mais.





