As pesquisas que começam a sair do forno esta semana sobre o segundo turno não trazem notícias muito boas para o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O primeiro levantamento da BTG/Nexus mostra ainda liderança numérica de Flávio Bolsonaro após uma semana de terror petista nas redes sociais. Flávio aparece com 48% das intenções de voto contra 45% de Lula.
A Quest também apresenta resultados de alguns levantamentos estaduais. Flávio está à frente em SP (42% a 33%), MG (40% a 37%), RJ (43% a 37%) e DF (45% a 38%). Lula lidera em Pernambuco (57% a 26%).
Novas amostras devem sair do forno entre hoje e amanhã e vão nos orientar um pouco mais sobre a tendência do eleitorado.
Evidente que o cenário pode pender para qualquer um dos lados, mas os primeiros sinais são favoráveis ao candidato adversário ao presidente.
Além do antilulismo, já identificado pelos analistas como uma força em todo o país que clama por alternância de poder, no meu entendimento, há outro fator que está movimentando corações e mentes na hora da decisão do voto.
É sabido que o eleitor moderado não vota espontaneamente em Flávio, por vê-lo com suspeita, devido ao seu viés autoritário. No entanto, os resultados das urnas no primeiro turno ajudam a amenizar sua imagem, tornando-o mais palatável. Vejamos:
O Rio Grande do Sul elegeu Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) como senadores. Ambos apoiam Flávio Bolsonaro.
No mesmo estado, Luciano Lorenzini Zucco (PL) foi eleito governador no primeiro turno.
Em Santa Catarina, foi eleito Jorginho Mello (PL) para o governo e a dupla Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado.
No Paraná, Sérgio Moro (PL) terá os próximos quatro anos para governar o estado, bem como Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram os escolhidos para compor o Senado.
O mesmo se repetiu em São Paulo, com a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a escolha de dois senadores da oposição ao governo Lula: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
No Rio de Janeiro, além de Douglas Ruas (PL) ao governo, Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) vão para a Câmara Alta em Brasília.
Ou seja, foram eleitos governadores e senadores em todos os estados do Sul e Sudeste que vão compor com Flávio Bolsonaro em um eventual governo.
São nomes de confiança do eleitorado. E é essa composição que amplia a possibilidade de voto em Flávio Bolsonaro, apesar da sua natureza pouco convincente.





