O nefrologista Alex Gonçalves destaca que a segurança do paciente é construída em todas as etapas da assistência
Quando um profissional confirma o nome do paciente antes de um procedimento, confere uma medicação ou higieniza as mãos antes da assistência, ações aparentemente simples integram um sistema muito mais amplo: o cuidado seguro.
A segurança do paciente reúne práticas destinadas a prevenir e reduzir riscos e danos durante a assistência. No ambiente hospitalar, onde diferentes profissionais, procedimentos, medicamentos e tecnologias fazem parte do cuidado, estabelecer barreiras de segurança é fundamental.
Segundo o nefrologista da Santa Casa de Piracicaba Alex Gonçalves (CRM-SP 99.878), segurança não depende de uma única ação ou profissional. Ela é construída ao longo de toda a jornada assistencial, desde a identificação correta do paciente até a comunicação entre as equipes e o acompanhamento de sua evolução.
Entre as práticas fundamentais estão a identificação correta, a segurança na prescrição e administração de medicamentos, a prevenção de quedas, a higiene das mãos, a cirurgia segura e as medidas para prevenção de infecções relacionadas à assistência.
Esses cuidados funcionam como sucessivas barreiras de proteção. Conferir informações, seguir protocolos, registrar procedimentos adequadamente e manter uma comunicação clara ajudam a identificar riscos antes que resultem em danos.
Paciente e família também participam
A segurança envolve ainda a participação do paciente e de seus familiares. Informar medicamentos utilizados, alergias e condições de saúde, esclarecer dúvidas e comunicar alterações percebidas durante a internação são atitudes que contribuem para o cuidado.
O paciente também pode confirmar sua identificação e perguntar sobre medicamentos, exames e procedimentos. Essa participação não substitui a responsabilidade das equipes, mas acrescenta uma importante camada de segurança.
Outro aspecto fundamental é a cultura de segurança, que envolve identificar riscos, analisar incidentes, revisar processos e adotar medidas para tornar a assistência cada vez mais segura.
O Dia Mundial da Segurança do Paciente, em 17 de setembro, reforça um princípio que deve estar presente diariamente: reduzir riscos evitáveis e colocar o paciente no centro do cuidado. Mais do que uma série de protocolos, segurança representa uma forma de organizar a assistência e fazer com que cada etapa contribua para um cuidado mais seguro.




