O Estadão de hoje, em editorial, aponta para uma questão seríssima, que é a vandalização do STF por Alexandre de Moraes. Ele tem demonstrado violência no olhar. Não fossem os novos tempos, em que a agressão não faz mais sentido em uma autoridade, ele teria saído na porrada com André Mendonça esta semana.
Sua cabeça de serpente, seu olhar de serpente e seu rabo de serpente fazem com que a gente fique com medo dele, pois pode nos picar pelas costas em qualquer distração. As teorias de Lombroso sobre fisionomia podem não ser científicas, mas que elas nos ajudam a decifrar pessoas, isso ajudam.
Eu, particularmente, sempre tive dúvidas sobre a conduta de Moraes, o que se intensificou com o julgamento de Jair Bolsonaro. Acho até que o ex-presidente mereceria alguma punição pelo golpe que não cometeu, mas a agressividade do julgamento, sob a relatoria de Moraes, para mim, foi feia de ver.
O homem destilava ódio. Mas era um tipo de ódio que escondia outra coisa. Essa outra coisa descobrimos agora. Se Jair Bolsonaro se comportava de forma errada, Moraes já fazia suas tramoias nos bastidores de forma vergonhosa. A postura dura contra seu algoz era uma forma de esconder sua verdadeira identidade. De criminoso, sem moral alguma.
Tenho mais receio de Moraes do que de Jair Bolsonaro. Acho que Bolsonaro deveria ficar inelegível por 8 anos, apenas. E Moraes, no xilindró, com sua bela esposa. Seria um presídio de charme máximo e segurança também.
E o que diz o editorial sobre Xandão? Que ele usa um tal de “relatório de inteligência”, que seria produzido pela PF, para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e violação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional. E o editorialista afirma:
“... a bem da verdade, é uma peça tosca que mal vale o papel em que foi escrita. Não tem cabeçalho oficial, não é assinado por um delegado federal e consiste em uma série de ilações sobre objetivos políticos de Mendonça. No corpo do próprio texto, pasme o leitor, consta a advertência de que se trata de um documento “sem caráter decisório e sem valor probatório” e, ademais, de “baixa a moderada confiabilidade”.
Pode acreditar. O Estadão não brinca em serviço. Quem brinca em serviço é o senhor Alexandre de Moraes. Com base nesse material pra lá de suspeito, ele queria enquadrar o seu colega de corte “no rol de investigados do inquérito das fake news.
Veja que esse inquérito das Fake News é coisa inventada pelo “menos telha” Dias Toffoli. É o inquérito em que ele enquadrava todos os jornais e jornalistas que descobriam suas falcatruas. É outro caso patológico do STF.
O STF já tem votos suficientes para se tornar um manicômio. Acho que, se houver uma votação aberta, com cobertura de TV e tudo o mais, um ministro coroa o outro e todos criam um reinado de absolutistas, sem povo. Aí seria só cercar com grades grossas e nem precisava mandar ninguém para a cadeia. Só não pode deixar ninguém com celular, porque senão eles vão fazer negócios com Alcolumbre, Hugo Motta e Lula. Em pouco tempo, volta tudo ao normal.
Alcolumbre, por sinal, para escapar de sua irresponsabilidade, acha que deve igualar Moraes a André Mendonça e pedir o impeachment dos dois em um só lance. Assim, um anula o outro e Moraes escapa. O fofo é espertíssimo. Acha que não tem ninguém olhando para ele e vendo sua imbecilidade. Esses caras pensam que são invisíveis. Não como o Homem Invisível, porque seria desrespeito à memória de um heroí que animou minha adolescência. Mas como o Sombra, talvez. Pelo seu suposto poder oculto. Ou melhor, de ocultar valores.
E assim passamos a semana, com o Brasil inteiro assistindo a uma aberração. Pedi para a minha secretária IA investigar quais seriam os piores shows do mundo e ela trouxe as seguintes sugestões:
•“The Endless Show” — começa, mas nunca termina.
•“Show do Silêncio” — ingresso caríssimo para assistir a um palco vazio.
•“Festival da Vaia” — o público vaia antes mesmo de o artista aparecer.
•“O Grande Espetáculo do Nada” — muita propaganda, nenhum espetáculo.
•“Show de Calouros do Apocalipse” — todos desafinam e o jurado ainda dá nota 10.
•“Turnê dos Desafinados” — cada cidade sofre uma apresentação diferente.
•“O Show dos Invisíveis” — músicos invisíveis tocando instrumentos invisíveis para uma plateia que não consegue ouvir nada.
A IA sugeriu ainda uma charge, que é esta que ilustra a matéria. Minha secretária sabe o que eu penso de Brasília. Ela me ajuda a sintetizar esta minha engenharia de pensamento em imagens. Mas é uma engenharia simples, que pode ser resumida em um circo, quando estou animado. Mas o ideal mesmo é um presídio de segurança máxima. Não tenho dúvida disso. Não há o que pensar, apenas a lamentar, tudo que ocorre extrapola o mínimo de razão.



