Tarifaço
A fim de tentar conter a avalanche Lulinha e o potencial da imagem do filho para destruir de forma avassaladora sua campanha eleitoral, Lula conseguiu, na manhã de hoje (21), falar até com Donald Trump, presidente dos EUA, de forma lúcida e calma, sobre a necessidade de diálogo entre as partes para tentar conter o tarifaço.
Diálogo
Trump, por sua vez, quer ampliar o comércio dos EUA na região e isso exige a continuidade das relações comerciais entre as partes e algum diálogo, evidentemente, que será, segundo o presidente americano, retomado o mais breve possível.
Complicar
Lula sabe que parcela do público capaz de o abandonar nas urnas esperava por esse momento, sem aloprações retóricas que pudessem complicar ainda mais o cenário econômico do país. Por isso, tende a cair muito bem para a imagem do presidente, que se encontra nas cordas, o reencontro com a realidade, a fim de resolver de forma objetiva as relações bilaterais com os EUA, na mesa de negociações.
Negativo
Segundo o Estadão, Lula observou a Trump que há distorções em teses do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre o Brasil, referentes a “desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado”.
Crime
Lula insistiu também em que grupos criminosos exercem no país “terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas”. Para o presidente brasileiro, há instrumentos “para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las” como sendo terroristas. Disse que a estratégia do país é asfixiar financeiramente a criminalidade, “que já resultou na apreensão de cerca de 17 bilhões de reais, e sobre os planos de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima”.
Refletir
É evidente que Trump deve ter ouvido, sem refletir, e se demonstrado disposto a iniciar as negociações para resolver os problemas mais evidentes e para que representantes dos dois países dessem início de forma imediata a novas negociações. Não dá para dimensionar o que sairá disso, mas só o fato de terem conversado e estarem abertos para negociações já é um grande passo.
Bobagens
Ah, eles conversaram também sobre a a invasão da Ucrânia e a política chinesa, mas são temas que nenhum dos dois sabem como abordar sem falar bobagens. Evidente que Lula falou também algumas coisas que podem ser usadas para o seu público. Ele não dá ponto sem nó.





