Silenciosa, mas perigosa: controle da pressão arterial exige acompanhamento contínuo
Doença pode evoluir sem sintomas e aumentar o risco de complicações graves, incluindo danos renais
O alerta é da médica Cristina Kime Amaral, da Unidade de Nefrologia da Santa Casa de Piracicaba
A hipertensão arterial costuma avançar de forma silenciosa. Em muitos casos, o paciente convive por anos com a doença sem perceber alterações, enquanto o organismo sofre danos progressivos que aumentam o risco de complicações como infarto, acidente vascular cerebral e comprometimento dos rins.
No Dia Nacional de Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo de uma condição que, muitas vezes, não apresenta sinais claros.
O controle da pressão arterial depende de monitoramento regular, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicação. Alimentação inadequada, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e histórico familiar estão entre os principais fatores de risco.
Na prática clínica, a condução adequada envolve avaliação médica, orientação preventiva e seguimento regular — especialmente para evitar a progressão de doenças associadas, como a doença renal crônica.
Na Santa Casa de Piracicaba, esse cuidado integra a atuação multidisciplinar, com foco tanto na prevenção de complicações cardiovasculares quanto no acompanhamento de pacientes com fatores de risco e doenças já estabelecidas.
Segundo a médica nefrologista Cristina Kime Amaral, da Unidade de Nefrologia da Santa Casa de Piracicaba, um dos principais desafios no controle da hipertensão é a interrupção do acompanhamento diante da ausência de sintomas.
“A hipertensão é uma doença silenciosa, mas com impacto direto sobre órgãos vitais, como os rins. Muitos pacientes só procuram atendimento quando já existe algum grau de comprometimento. Por isso, o acompanhamento contínuo e o controle adequado da pressão são fundamentais para evitar a progressão para quadros mais graves”, destaca.
A data reforça que medir a pressão regularmente e manter o acompanhamento em dia são atitudes simples, mas essenciais para reduzir riscos a longo prazo.
Quando identificada e controlada de forma adequada, a hipertensão deixa de ser uma ameaça silenciosa e passa a ser uma condição monitorável dentro do cuidado contínuo com a saúde.




