Ambos os candidatos (Lula e Flávio Bolsonaro) se igualam ao infinito no quesito suspeitas de corrupção.
O eleitor é sempre a potencial vítima das suspeitas de tramoias em questão que vicejam em Brasília; mesmo assim, terá que fazer uma aposta no presente entre dois suspeitos de crimes que supostamente o vitimam.
Suspeita por suspeita, pensa o eleitor, nenhum candidato venceria, pois nem WO daria nas urnas. Afinal, o Brasil é uma suspeita.
Para a geração woke, por exemplo, o país deveria ser devolvido aos indígenas. Arqueólogos suspeitam que até os povos originários dos woke invadiram o território e não são originários coisa alguma.
Outros suspeitam que o continente é fruto de uma ação revolucionária das placas tectônicas e pertencia a um mesmo bloco.
De original mesmo, o país só tem dois candidatos suspeitos e uma eleição pela frente, em segundo turno, cuja escolha compete às vítimas das suspeitas.
Podemos começar por Lula ou pelo próprio Flávio, como queira:
No quesito Dark Horse, temos a suspeita de dinheiro irregular de Vorcaro (ex-dono do Banco Master) para financiar a prima da obra, uma agência, talvez, que fez todos os repasses financeiros certinhos, dentro da lei. Bidu!
Mas, no mesmo quesito, temos a suspeita de que a equipe de Lula levantou recursos de forma irregular para a prima da obra sobre o presidente, produzido pelo cineasta americano Oliver Stone.
Roberta Luchsinger, a pilantra de Lula, contou tudo em áudio, e a jornalista Andreza Matais registrou a revelação no site Metrópoles. Só tramoia.
No quesito INSS, temos Lulinha (filho mais velho do apedeuta) como sócio oculto de Careca e uma história cabeluda, que envolve novamente a própria Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha.
“Mas o Lula não estaria envolvido e nem conhece esse tal de Lulinha”, diriam os defensores cegos do presidente.
Estamos falando em suspeitas. Mesmo assim, o Marcola, assessor direto de Lula, saberia responder a esta dúvida. Ou a própria lobista pilantra de Lula.
Agora vem à tona uma nova suspeita, de que Flávio Bolsonaro teria relação direta e até compartilhava conta bancária com o advogado Willer Tomaz (nome de artista), investigado por suspeita de lavagem de dinheiro oriundo de fraudes no INSS.
São suspeitas que ecoam pelo Brasil às vésperas de uma eleição decisiva.
O que o brasileiro moderado pensa em fazer? Já que não tem tu, vai tu mesmo. Observa as alianças e quem está se aliando com quem. Isso minimiza os extremismos.
Os aliados de cada lado, ao menos, devem ser mais idôneos que os candidatos à presidente no quesito suspeitas de crimes.
É nesse sentido que eu entendo ser um equívoco que os discursos tanto de Lula como de Flávio avancem pelo caminho pantanoso das suspeitas e as verbalizem de forma tenebrosa, como faz a campanha de Lula em horário eleitoral.
Isso entristece ainda mais o eleitor e, na prática, as acusações se anulam, exatamente por não haver um lado vencedor nesse quesito.
Apostar ainda mais no terror só amplia o número de pessoas que vão se abster do processo por considerá-lo asqueroso. Tudo o que Lula não queria é que esse público da abstenção permanecesse alheio ao descalabro eleitoral.
Hoje é domingo, e domingo pede cachimbo. Mas o cachimbo da paz não deve ser confundido com cachimbo da ingenuidade. É dia de reflexão calma e serena sobre a eleição presidencial.
A estratégia do eleitor deve ser superior à estratégia dos candidatos. É uma eleição tipicamente movida pela tese do menos pior, porque as suspeitas sobre Lula e Flávio Bolsonaro se encontram no infinito.





