Tecnologia e alta complexidade ampliam a segurança no tratamento da insuficiência cardíaca
No Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, Santa Casa de Piracicaba destaca estrutura especializada para atender pacientes com uma das principais causas de internação cardiovascular
A cardiologista Ivana Annichino Dias
A insuficiência cardíaca permanece entre as principais causas de internação e mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil. Nos episódios de descompensação, o tempo de resposta, a tecnologia disponível e a atuação de equipes especializadas são fundamentais para preservar vidas e reduzir complicações.
Neste 9 de julho, Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, a Santa Casa de Piracicaba destaca a importância de uma estrutura preparada para atender pacientes com doenças cardiovasculares de alta complexidade, reunindo tecnologia, atendimento integrado e profissionais especializados.
Segundo a cardiologista Ivana Annichino Dias (CRM 63.623), a insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente. “Embora seja uma doença crônica, hoje contamos com recursos diagnósticos e terapêuticos que permitem controlar sua evolução e proporcionar mais qualidade de vida. Nos casos de descompensação, a rapidez no atendimento e a disponibilidade de recursos especializados fazem toda a diferença”, explica.
A Instituição dispõe de duas UTIs Adulto, uma Unidade Coronariana (UCO), Centro de Hemodinâmica e equipes formadas por cardiologistas, intensivistas, hemodinamicistas, cirurgiões cardiovasculares e outros profissionais que atuam de forma integrada.
A especialista ressalta que a evolução da cardiologia está diretamente ligada à incorporação de novas tecnologias. Exames de imagem mais precisos, monitorização contínua, procedimentos minimamente invasivos e protocolos modernos permitem diagnósticos mais rápidos, decisões clínicas mais seguras e tratamentos mais eficazes.
Um dos pilares dessa assistência é o Centro de Hemodinâmica da Santa Casa, implantado em 1990, que consolidou a Instituição como referência regional em cardiologia de alta complexidade.
Para Ivana Annichino, a tecnologia só alcança seu potencial quando associada a equipes qualificadas. “O tratamento da insuficiência cardíaca exige acompanhamento contínuo e atuação integrada entre diferentes especialidades. A tecnologia amplia nossa capacidade de diagnóstico e intervenção, mas é o trabalho conjunto das equipes que garante um atendimento seguro, humanizado e resolutivo”, conclui.




