Que o primeiro turno se apresenta tecnicamente empatado, é o que dizem quase todas as pesquisas de intenção de votos.
Numericamente, Lula está ligeiramente à frente de Flávio Bolsonaro em quase todas as pesquisas de opinião de votos.
Uma eleição empatada está dentro do previsto. O que não pode é terminar em patadas.
Mas há inclusive analistas que apostam na segunda hipótese, caso, evidentemente, Flávio Bolsonaro saia das urnas mais forte do que o seu adversário.
Porque, de fato, as lideranças do STF precisarão colocar a barba de molho em uma eventual vitória de Flávio. Ou, pelo menos, é o que se espera.
Aí que entra a tese de se encontrar algum motivo para melar uma eventual vitória da oposição, caçando Flávio por alguma invencionice da cabeça de Gilmar Mendes.
O STF é Lula e Lula é o STF. Ambos se ajudam, e um precisa do outro para evitar o naufrágio de ambos.
No Congresso Nacional, espera-se uma vitória da direita. Se o Senado tiver de fato força conservadora, as possibilidades de pedido de impeachment de ministros do STF aumentam sobremaneira.
Mas, para isso, o presidente da Casa não pode ser Davi Alcolumbre e congêneres. Tudo indica que não será. Fique de olho, porque isso importa muito para a democracia brasileira.
Inclusive, um bom termômetro do que virá, em termos de corrupção, investigação e julgamentos nesse mundo de Brasília, é a escolha do presidente do Senado.
Se continuar a turma de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes ditando o jogo, esqueça.
Esta também será uma prova da habilidade e da verdadeira intenção do eleito, seja ele Lula ou Flávio Bolsonaro.
Porque é o presidente do Senado que encaminha para votação pedidos de impeachment de ministros do STF. Se ele não quiser, o assunto fica entalado em uma gaveta ad aeternum.
A esperança de São Paulo é reeleger Tarcísio de Freitas. Com isso, o Estado ficaria de certa forma um pouco protegido das loucuras do presidente eleito.
Vivemos momentos de tensão. Nunca as urnas foram tão importantes para definir se o Brasil é de fato antiLula ou antiBolsonaro. Ai, que sina.
O voto útil, se for de fato disparado no domingo, poderá surpreender qualquer analista. Eles contam com essa possibilidade, mas não apostam nela.
É preciso ser cauteloso em um ambiente tão estressado como o que vivemos. Se houver segundo turno, voltaremos a conversar. Eu também acho que haverá. Acho!




