Três Linhas: Voto porque voto
Um movimento que não modifica mais nada
Não mudo
As primeiras pesquisas de opinião a respeito da disputa presidencial, depois da divulgação de notícias de que Flávio Bolsonaro também teve relações financeiras suspeitas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não demonstraram tanto ímpeto do eleitorado em mudar de candidato.
Pequena queda
Houve sim uma queda na projeção de segundo turno na intenção de voto de aproximadamente 5% em relação àqueles que pretendiam votar em Flávio. Mas parece que o movimento de queda não se acentuou.
Estacionado
Nem mesmo as intenções de voto em Lula subiram com a notícia. Ele ficou no mesmo lugar em que estava. A distância entre ambos aumentou exatamente pela queda do candidato da oposição.
Sem radar
Tudo indica que houve certa aceitação do fato, como se estivesse dentro da normalidade. Corrupção e conduta indevida dos candidatos talvez não estejam mais no radar do eleitorado.
Irrefletido
Há uma espécie de disputa cerrada e irrefletida entre situação e oposição que não passa mais por valores, que estão cristalizados. Cada bloco parece saber o candidato que tem e pretende vencer o outro com ele mesmo, sem mais questionamentos.
Debate não
O cenário indica um confronto entre dois campos ideológicos alucinados, que não precisam mais de debate para o aprimoramento de opiniões, e sim, para ampliar a distância entre ambos.
Como sempre
Esta será uma eleição para ser ganha nos detalhes. A margem de diferença de votos entre os candidatos deverá ser pequena. Ganhará aquele que conseguir falsear melhor a própria imagem. Como sempre.




