Enquanto a presidência da República está sob o comando de um líder irresponsável, que faz o diabo para tentar a reeleição.
Enquanto o Supremo Tribunal Federal é comandado por ministros que não se lembram mais da última vez em que ouviram falar sobre Constituição.
Enquanto o Congresso Nacional está tomado por representantes inexpressivos, incapazes de agir diante de tantas irregularidades de suas lideranças.
O Brasil balança bruscamente com a onda e corre o risco de ir a pique. Vive-se um momento de tensão e de falta de perspectivas sobre o amanhã.
A sociedade carece de algum norte. Endividadas e sem perspectivas, as famílias vivem sob o signo da insegurança.
Isso a sete dias das eleições. Não podemos considerar tudo o que acontece de desanimador como sendo um processo normal.
A corrupção no alto escalão da República nunca esteve tão evidente como hoje.
O jogo político desonesto do STF nunca trouxe tanta instabilidade jurídica ao país.
Não existem lideranças capazes de servir de baliza para o processo de transição.
O eleitorado nunca esteve tão dividido entre duas possibilidades absurdas.
A democracia nunca foi testada com tantas fragilidades expostas.
Este é o momento em que o eleitor moderado deve manter seu equilíbrio como nunca e procurar dimensionar onde está o ponto mais adequado para esta travessia.
Não existe uma fórmula para isso, mas as urnas precisam ser aproveitadas com inteligência para que o cenário se recomponha e, após o 4 de outubro, o Brasil possa seguir sua rota sem tantos conflitos, mesmo que a disputa pelo Executivo se estenda para o segundo turno, o que será até elogiável.
A maior preocupação deve ser com a ordem no Executivo, com a volta da Justiça no STF e com um quadro novo no Legislativo para que novos limites sejam estabelecidos entre aqueles que se consideram acima da lei.





