Esta eleição revelou um país sem lideranças à altura de novos tempos. O caudilhismo ainda é a força que impera da esquerda para a direita e vice-versa.
Longe de vermos propostas para tirar o país do atraso, discutimos quem rouba menos e como manter o eleitor sob cabresto. A situação é vexaminosa.
Poderia se afirmar que a esquerda vive prisioneira de uma forma de pensar primitiva e superada. Mas a direita não fica atrás. Tanto é que, a cada corda de 10 de Lula, Flávio dava mais um na campanha eleitoral (Dá-lhes Gilberto Gil).
Caranguejo anda de lado. O Brasil anda de lado e para trás também. É só observar o desempenho do PIB nacional nos últimos cinco anos. Em 2025, crescemos menos da metade de 2021, por exemplo.
Gráfico com a evolução do PIB nos últimos 5 anos entre os Brics
Isso é resultado de falta de planejamento, falta de estratégia, falta de convicção sobre o melhor caminho a seguir para que o país possa crescer de forma sustentável.
Ficamos brigando ainda por ideias fora do lugar e interesses mesquinhos de poder. Enquanto isso, perdemos oportunidades para construir uma sociedade capaz de ampliar sua riqueza e sua visão de futuro.
Voltamos sempre às teses assistencialistas e retrógradas que empacam a vida das pessoas e das empresas, uma vez que elas ajudam apenas a ampliar os juros e o custo de vida para os mais pobres, travando investimentos produtivos.
O bolsonarismo, por exemplo, acaba ofuscando as boas intenções de avanços sociais e se perde em delírios conflituosos e extremistas.
Pelo que indicavam as urnas, o Brasil estava fadado a perder mais quatro anos por falta de perspectivas, independentemente do vencedor. A gastança nacional é uma forma de revelar o desequilíbrio total de quem não consegue mais superar a própria vertigem dogmática.
Enquanto o futuro nos dá as costas.






