Um panorama da América Latina
A tendência conservadora pode trazer boas novidades ou ser mais um passo para o obscurantismo, vamos ver
Imagem produzida por IA - ChatGPT
É até compreensível supor que os países autoritários estavam ganhando protagonismo perigoso no mundo ocidental. Uma espécie de infiltração silenciosa, difícil de conter.
Nem falemos de países árabes, Rússia e da China, onde a ideologia autoritária é consolidada e tem peso de morte. No leste europeu, a balança ainda busca seu fiel.
Na América Latina, mesmo a tolerância em nome do politicamente correto desenhava contornos sombrios, incapazes de delimitar as linhas divisórias entre democracias e ditaduras.
Em nome de um lulismo de meio termo, a esquerda ideológica avançava de forma preocupante, com visões de mundo avessas ao ocidente, liderados por déspotas pouco esclarecidos.
Avançando um pouco mais no espectro geográfico, podemos citar como governos esquerdistas Venezuela, Nicarágua, México e Bolívia, sendo Uruguai e Chile modelos de exceção, com José Mujica no primeiro e Gabriel Boric, no segundo. Pois são lideranças que sabiam dialogar com mais desenvoltura com o resto do ocidente, por colocarem tintas leves de esquerdismo em suas propostas administrativas.
Mojica, por exemplo, se via como libertário e depositou suas fichas no apoio às minorias e nas pautas indenitárias. Foi a forma que encontrou para sair pela tangente. Boric entendia de economia e resolveu seguir a tradição chilena de rigor administrativo. Por isso, errou menos.
A mais comunista de todas é Cuba, que não saiu do lugar e está em colapso absoluto. Não passa de uma fazenda escravagista. A Venezuela, em segundo lugar, caminha para mudanças, sob forte influência de Donald Trump, o que não é um bom sinal, pois Trump entende muito pouco de democracia. Sua visão de mundo é mercantilista e sua receita é dinheiro no caixa e não ideias na cachola.
Agora é a vez do pensamento mais conservador assumir vários desses países. O sinal se inverte, portanto. Mas será preciso demonstração de eficiência na gestão pública para que as mudanças sejam consideradas conquistas, o que significa a melhoria do bem-estar social, com abertura de mercado, incentivo ao empreendedorismo, ajustes rigorosos na segurança pública e forte investimento na educação.
Na Argentina, Javier Milei tem feito um trabalho rigoroso para recolocar as contas públicas no lugar. Sua visão conservadora de economia é um álibi. Há sempre informações circulantes sobre corrupção no governo do país de Messi. Só não se sabe ainda se não são apenas plantações na lavoura dos opositores Kirchner, ansiosos para retornarem à mamata.
No Brasil, essa receita de rigor administrativo é pouco seguida pelo governo Lula, que já empenhou cerca de R$ 200 bilhões, segundo dados da grande imprensa, em assistencialismos diversos para se reeleger. É um esquerdismo customizado aos seus interesses pessoais e a certeza de instabilidades futuras.
Como ele mesmo tem afirmado, trata-se de um líder que nunca foi de esquerda, mas que sabe como ninguém viver às custas de dinheiro alheio para se manter no poder. Comportamento típico de esquerdistas bananeiros. No entanto, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ainda é vista com receio, uma vez que se trata de uma liderança frágil, que ainda não apresentou um plano de governo.
A movimentação política na AL é salutar. No entanto, não há um norte seguro. O tempo vai nos dizer se caminhamos na direção correta, ou seguimos à trôpega, como sempre foi.





