Nem tudo está perdido nesse filme de horrores que se tornou a política nacional. A Justiça do Paraná acaba de manter a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado.
A decisão tomada na noite de ontem (8) na corte de Curitiba garante ao ex-deputado federal e ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato a participação na eleição deste ano.
Dallagnol havia perdido o mandato parlamentar em maio de 2023. Na ocasião, foi cassado o registro da sua candidatura. O motivo da decisão? Seu pedido de exoneração do Ministério Público Federal (MPF) para concorrer ao pleito.
A Justiça alegou que havia ainda contra ele procedimentos disciplinares em andamento e ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que o impedia de concorrer. Como se ele tivesse pedido exoneração para escapar de algum processo. Um absurdo corrigido apenas agora.
O interessante da história é que o Instituto Paraná Pesquisas coloca o ex-integrante da Lava Jato na liderança, com uns 5% à frente da petista Gleisi Hoffmann (30,8% a 25,7% respectivamente)
Outra boa notícia é o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (PL) estar liderando a pesquisa para governador do mesmo estado. Ele aparece muito à frente do segundo e terceiro colocados, com 45% das intenções de voto no segundo turno. Requião Filho, que vem na sequência, está próximo de 25%.
Claro que seria interessante que ambos, Dallagnol e Moro, ganhassem. Pelo menos é o que tudo indica que pode acontecer. O mais interessante é que eles representam a ala boa do país, da nova geração de políticos que pode fazer a diferença em um futuro próximo, tirando um pouco das manchetes nacionais a podridão que temos acompanhado com tristeza.
Dallagnol ficou famoso com o powerpoint que colocava Lula no centro da corrupção. “Comandante Máximo”, como diria o ex-integrante do MP. Lula nunca conseguiu desmentir isso. O processo do mensalão foi anulado pelos ministros do STF, e consequentemente, as condenações. Mas nunca os crimes cometidos foram colocados em dúvida sequer.
É a mesma coisa que os ministros estão tentando fazer com o caso Banco Master. Porque eles sabem que há peixe grande na rede de corrupção. Nem precisamos enfatizar que Alexandre de Moraes é o mais nobre dos envolvidos no esquema. Mas nem tudo está perdido nesse filme de horrores que se tornou a política nacional.





