Valhacouto
Primeira Hora: Flávio faz ziguezague, diz que foi e que não foi. Espera seus defensores agirem. Se enterra aos poucos no pântano das indecisões e se inviabiliza eleitoralmente cada dia mais
Trump gosta de criar caso. Lula gosta dos casos criados por Trump. Flávio Bolsonaro pouco sabe fazer quando os casos se complicam.
Invariavelmente, Trump está sempre de olho em alguma vantagem financeira sobre o país que ele escolhe para pressionar com seus casos criados.
Lula adora os casos criados por Trump, porque eles acabam dando bons discursos ideológicos sobre imperialismo e soberania, o que une seu público mais ortodoxo e seus eleitores mais ingênuos.
Flávio bate e assopra. Espera para ver se o caso vai lhe render frutos, para assumir a autoria do abacaxi ou não. Mas, caso o caso lhe seja prejudicial, tenta fugir dele como o diabo da cruz. Fica feio na foto.
Trump juntou um punhado de balelas para justificar sua ação de sobretaxar o comércio brasileiro. Pode ser que isso até ajude a ajustar os problemas que ele aponta sobre a estrutura nacional. Pode ser que não.
Normalmente, uma vantagenzinha em algum setor que Trump tem interesse e o caso desaparece facilmente, como se nunca tivesse existido.
Em pleno ano eleitoral, os casos de Trump servem de vitamina para Lula. Quando ele pensa que não tem mais nada para explorar no palanque eterno em que vive, vem o presidente dos EUA lhe dar uma mãozinha.
Flávio faz ziguezague, diz que foi e que não foi. Espera seus defensores agirem. Se enterra aos poucos no pântano das indecisões e se inviabiliza eleitoralmente cada dia mais.
O cenário é tosco. Nada que uma boa diplomacia não resolvesse. Mas a diplomacia de Lula é composta por anões. Não tem mais a envergadura intelectual de outrora.
O quadro do Itamaraty talvez ainda seja qualificado. Mas quem manda é Celso Amorim. Mauro Vieira é um serviçal. Faz o que Lula manda. Anões.
A perspectiva é a narrativa que se sobrepõe. Lula leva sempre mais vantagem, pela estrutura que tem de levar seu discurso ao limite. O horizonte é sombrio e a soberania é o valhacouto de marginais.



