Bula
O Brasil é autoexplicativo. Não precisa nem de bula para entendê-lo. Ele faz o perfil bananão de República, clássico, com características semelhantes a qualquer outro país em que a democracia é uma brincadeira entre poderes e de interesse privado.
Escreveu
O Viletim escreveu hoje mesmo que o presidente Lula queria fazer desaparecer o inquérito contra seu filho, por tráfico de influência.
Primeira
Passaram-se poucas horas depois da publicação da matéria para que a PGR pedisse a transferência do caso, envolvendo exatamente o filho do presidente, para a primeira instância.
Truque
Segundo o Estadão, Paulo Gonet alega o fato de não haver autoridade com foro privilegiado envolvida nas investigações, apenas Lulinha, Marcola, Roberto Luchsinger e o Careca do INSS. Esqueceram-se do Lula.
X
Mas o X da questão é tirar o inquérito das mãos do ministro André Mendonça, visto pelos caciques do STF como homem-problema para os interesses de Lula e dos próprios caciques da corte, como apontado em artigo pelo viletim.
Evidentemente
Agora se desenvolve o jogo. Mendonça pode até exigir a permanência das investigações sob o seu comando, com os advogados de Lulinha recorrendo da sua decisão, evidentemente.
Turma
Mas a decisão pode também ir à Segunda Turma, onde há o risco de os caciques ganharem, porque o ministro Nunes Marques pode se considerar impedido para votar, uma vez que seu nome foi citado em mensagens vazadas pela PF.
Podem
Em caso de empate, o réu sai em vantagem. Este é o jogo pesado dos homens de capa-preta, que tudo podem. Na primeira instância, qualquer coisa bem-bolada pelos seus juízes levaria à anulação do inquérito, abandonado às traças.





